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Brasil enviará 40 toneladas de insumos médicos para apoiar hemodiálise de pacientes na Venezuela

Ação humanitária envolve Ministério da Saúde, hospitais federais e OPAS para enfrentar crise sanitária venezuelana.

Sputinik Brasil 08/01/2026
Brasil enviará 40 toneladas de insumos médicos para apoiar hemodiálise de pacientes na Venezuela
Envio de 40 toneladas de insumos médicos do Brasil reforça apoio a pacientes renais na Venezuela. - Foto: © Foto / Walterson Rosa / Ministério da Saúde

O governo brasileiro vai enviar 40 toneladas de insumos médicos e hospitalares para auxiliar o tratamento de hemodiálise de aproximadamente 16 mil pacientes renais crônicos na Venezuela.

Segundo o Executivo, a iniciativa faz parte de uma mobilização mais ampla para enfrentar a crise sanitária no país vizinho, contando com o apoio do Ministério da Saúde, de hospitais universitários federais públicos e de instituições filantrópicas vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Um avião venezuelano é aguardado no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) nesta terça-feira (9) para recolher os materiais, que incluem medicamentos, soluções fisiológicas e outros itens essenciais ao tratamento.

A ação é coordenada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), responsável pela articulação da coleta e distribuição dos insumos.

No total, cerca de 300 toneladas de materiais foram reunidas para atender às necessidades dos pacientes venezuelanos, com distribuição prevista ao longo dos próximos meses.

Solidariedade sanitária e proteção regional

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assegurou que a doação não comprometerá o tratamento de hemodiálise dos cerca de 170 mil brasileiros que dependem do SUS.

Padilha ressaltou ainda, em conversa com a imprensa, que a iniciativa simboliza a gratidão do Brasil à Venezuela, que enviou mais de 135 mil metros cúbicos de oxigênio para Manaus (AM) durante a pandemia de Covid-19.

Além do envio dos insumos, o governo brasileiro destacou a atuação de equipes da Força Nacional do SUS (FNSUS) em Roraima, estado que faz fronteira com a Venezuela. Essas equipes avaliam estruturas de saúde, profissionais, vacinas e outros recursos para minimizar possíveis impactos sobre o sistema de saúde brasileiro.

Desde 2025, o Ministério da Saúde assumiu integralmente a Operação Acolhida, estratégia humanitária voltada ao atendimento de migrantes venezuelanos.

Como parte dessa ação, o Projeto Saúde nas Fronteiras mantém equipes multiprofissionais atuando em abrigos em Pacaraima e Boa Vista (RR), oferecendo acompanhamento médico, imunização e acolhimento a migrantes.

Até dezembro, cerca de R$ 900 mil foram investidos em equipes e insumos para atendimento à população na região.