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Ouro fecha em leve queda diante de incertezas sobre juros nos EUA e tensões globais
Metal precioso recua pelo segundo dia consecutivo, pressionado por expectativas em relação ao Federal Reserve e conflitos geopolíticos.
O ouro encerrou esta quinta-feira, 8, com leve baixa pelo segundo dia consecutivo, após uma sessão marcada por volatilidade e oscilações próximas à estabilidade nas horas finais. O mercado avaliou o aumento das tensões geopolíticas — especialmente envolvendo Estados Unidos, Venezuela e Groenlândia — e os recentes comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, sobre o rumo dos juros em 2024.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato do ouro para fevereiro registrou queda de 0,04%, cotado a US$ 4.460,70 por onça-troy.
Pela manhã, o ouro sofreu perdas mais acentuadas, pressionado pelo fortalecimento do dólar e dos juros dos Treasuries, após a divulgação de indicadores econômicos dos EUA relacionados ao comércio e ao desemprego. Ao longo da sessão, o metal precioso chegou a reverter parte das perdas e ensaiou ganhos modestos, mas a recuperação não se manteve, mesmo diante de sinais de possíveis cortes de juros pelo Fed.
Em entrevista, Stephen Miran, diretor do Fed, afirmou esperar que as taxas de juros sejam reduzidas em 150 pontos-base (pb) neste ano e avaliou que, nos últimos meses, a política monetária esteve "muito restritiva". Na mesma linha, Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, defendeu que taxas menores são essenciais para o crescimento econômico futuro.
No cenário geopolítico, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, deve se reunir na próxima semana com autoridades da Dinamarca e da Groenlândia para manifestar o interesse dos EUA em adquirir a ilha autônoma, rica em matérias-primas estratégicas. Kaja Kallas, chefe de Relações Exteriores e Segurança da União Europeia (UE), informou que já debateu com outros representantes europeus uma resposta conjunta caso a ameaça norte-americana se concretize.
Segundo avaliação do Swissquote Bank, o ouro encontra "resistência" próximo às máximas históricas, mas segue sendo visto como uma reserva de valor estratégica, especialmente diante da queda no interesse pelo dólar americano.
Entre outros metais preciosos, a prata para março caiu 3,18%, a US$ 75,14 por onça-troy. A platina para abril chegou a recuar 2% durante o pregão, mas fechou em queda de 0,69%, a US$ 2.253,00. Já o paládio reverteu perdas e subia 0,75%, cotado a US$ 1.798,50, às 15h40 (horário de Brasília).
Com informações da Dow Jones Newswires
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