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Prata deve voltar a superar o ouro em 2026, impulsionada por energia verde e IA

Sputinik Brasil 03/01/2026
Prata deve voltar a superar o ouro em 2026, impulsionada por energia verde e IA
Foto: © Foto / Museu Britânico

A prata, que subiu cerca do dobro do ouro no ano passado, pode voltar a apresentar desempenho superior em 2026, impulsionada pela expansão do uso de energia verde e pela queda na produção, mantendo o forte momento do metal antes considerado o "primo pobre do ouro", afirmaram analistas.

"Manter a prata na faixa baixa dos US$ 70 [R$ 379] depois de ter batido US$ 80 [R$ 433] ainda é um nível extremamente elevado", disse à Sputnik Phil Davis, fundador da consultoria de mercados PSW Investments.

Na primeira sessão de negociações do novo ano, o preço à vista da prata girava em torno de US$ 72,20 [R$ 391] por onça, após ter atingido o recorde histórico de US$ 83,64 [R$ 450] em dezembro.

Os contratos futuros de prata na Comex, em Nova York, estavam por volta de US$ 71,65 (R$ 388) a onça, depois do pico de US$ 82,67 (R$ 448) registrado no mês passado.

As máximas históricas de dezembro coincidiram com uma valorização de quase 140% da prata no ano passado. Esse avanço foi o dobro da alta do ouro, que encerrou 2025 com ganho de cerca de 70%.

Embora a prata seja negociada a um preço várias vezes inferior ao do ouro — que está em torno de US$ 4.300 (R$ 23.319) por onça —, seu desempenho surpreendente recente voltou a atrair a atenção de muitos investidores para um metal historicamente visto como inferior ao ouro.

Os investidores também acompanham de perto a chamada relação ouro-prata, que indica quantas onças de prata podem ser obtidas com uma onça de ouro.

"Com a forma como o rali da prata vem avançando, essa relação deve cair para 45:1 em um futuro não muito distante", afirmou à Sputnik Phillip Streible, estrategista-chefe de metais da Blue Line Futures, de Chicago.

Para 2026, espera-se que o uso de energia verde responda por grande parte da demanda por prata, com instalações fotovoltaicas e a produção de veículos elétricos projetadas para consumir mais da metade da oferta.

A transição global para a inteligência artificial também exige grandes quantidades de prata para componentes de alta tecnologia. Enquanto isso, o endurecimento das regras de exportação de prata na China e no México tem gerado preocupações quanto à oferta.