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María Corina Machado não participará da cerimônia do Nobel da Paz em Oslo

Líder opositora venezuelana segue escondida e será representada pela filha na entrega do prêmio; ausência destaca repressão política no país.

10/12/2025
María Corina Machado não participará da cerimônia do Nobel da Paz em Oslo
María Corina Machado não participará da cerimônia do Nobel da Paz em Oslo

María Corina Machado, principal liderança da oposição venezuelana, não participará presencialmente da cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz nesta quarta-feira, 10, em Oslo, segundo informou o Instituto Nobel da Noruega. Machado, que vive escondida devido à perseguição política, será representada por sua filha, responsável por receber a honraria e ler uma declaração escrita pela mãe.

A ausência de premiados em cerimônias do Nobel não é inédita. Nos últimos anos, cinco laureados não puderam comparecer por estarem detidos ou presos, como a ativista iraniana Narges Mohammadi, vencedora em 2023, que permanece encarcerada após se posicionar contra o uso obrigatório do hijab e a pena de morte no Irã.

De acordo com a assessoria de Machado, ainda há otimismo quanto à participação dela em outros compromissos da agenda do dia. A última aparição pública da opositora foi há 11 meses, em 9 de janeiro, quando foi detida após participar de um protesto em Caracas.

Anunciada como vencedora do Nobel da Paz em 10 de outubro, María Corina Machado foi reconhecida pelo "trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia".

Machado venceu as primárias da oposição e planejava disputar a presidência contra Nicolás Maduro, mas foi impedida pelo governo de concorrer. Em seu lugar, o diplomata aposentado Edmundo González assumiu a candidatura. O período pré-eleitoral, antes das eleições de 28 de julho de 2024, foi marcado por repressão, desqualificações, prisões e violações de direitos humanos. A situação se agravou após o Conselho Nacional Eleitoral, alinhado a Maduro, declarar sua vitória.

Após a reeleição de Maduro, Edmundo González buscou asilo na Espanha, depois que um tribunal venezuelano emitiu um mandado de prisão contra ele.

Com agências internacionais