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Petróleo recua com cautela sobre Rússia-Ucrânia e expectativa pelo Fed
Investidores avaliam cenário geopolítico e aguardam decisão do Federal Reserve enquanto projeções indicam possível excesso de oferta.
Os contratos futuros do petróleo encerraram esta terça-feira, 9, em queda, diante do ceticismo dos investidores sobre um possível acordo entre Rússia e Ucrânia e da avaliação de um potencial excesso de oferta da commodity. O mercado também aguarda a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, e sinalizações sobre a trajetória dos juros nos próximos meses.
O petróleo WTI para janeiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em baixa de 1,07% (US$ 0,63), a US$ 58,25 o barril. Já o Brent para fevereiro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 0,88% (US$ 0,55), a US$ 61,94 o barril.
Segundo a Ritterbusch, o mercado de energia demonstra otimismo excessivo quanto a um acordo de paz que poderia levar à redução das sanções contra a Rússia, o que contribui para a queda dos preços. Por outro lado, a empresa ressalta que qualquer avanço não deve ser descartado, já que o presidente dos EUA, Donald Trump, parece disposto a atender parte das exigências do presidente russo, Vladimir Putin.
Contudo, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirmou que se recusa a ceder qualquer território, resistindo à pressão dos EUA por um compromisso com a Rússia após reunião com líderes europeus. "A Rússia insiste para que cedamos territórios. Não queremos ceder nada. É por isso que estamos lutando", declarou Zelenski. A posição do líder ucraniano reduz ainda mais as perspectivas de distensão no Leste Europeu.
O MUFG acrescenta que os investidores seguem cautelosos após a Agência Internacional de Energia (AIE) prever um excedente recorde de petróleo para o próximo ano. Nesta terça, o Departamento de Energia dos EUA (DoE) manteve a projeção de preço médio do Brent em US$ 69 para 2025 e US$ 55 para 2026, conforme o relatório Short-Term Energy Outlook (STEO).
No noticiário do setor, a Fitch Ratings manteve a perspectiva de deterioração para o transporte marítimo global, refletindo riscos geopolíticos persistentes.
Com informações da Dow Jones Newswires
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