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‘Nova Era’ da China redefine política externa e inquieta o Ocidente
Especialistas analisam como a postura mais assertiva do país transforma o cenário global e desafia potências ocidentais.
Em entrevista à Sputnik Brasil, os professores Samuel Spellmann (UFPA) e Evandro Menezes de Carvalho (FGV/UFF) analisaram a ascensão da China como potência global e os impactos internos e externos da chamada "Nova Era". Spellmann destaca que, por décadas, a China adotou uma postura discreta no cenário internacional para ganhar tempo e fortalecer suas capacidades internas. Essa estratégia moldou uma sociedade paciente e ciente de sua força, que, agora, sob a liderança de Xi Jinping e influenciada pela geração que viveu a Revolução Cultural, assume uma posição mais firme no mundo.
A juventude chinesa apoia majoritariamente a política externa do governo, engajando-se digitalmente e manifestando-se em temas como a defesa da Palestina. "Eu costumo dizer, mas é só uma hipótese de reflexão, que ainda que o governo chinês não quisesse crescer a economia chinesa, talvez não consiga mais. Porque a própria sociedade chinesa, com seu dinamismo, já movimenta o país em uma certa direção [...]. Hoje, a China tem quase 100 milhões de pessoas na faixa de renda média [...]. A proposta do governo é dobrar esse número até 2035 [...]. Isso tem impacto na economia mundial", ressalta Evandro Menezes.
Por Sputnik Brasil
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