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China considera inaceitável ameaça japonesa envolvendo uso da força
Ministro chinês critica postura do Japão sobre Taiwan e alerta para riscos de remilitarização japonesa.
A liderança japonesa busca usar Taiwan para acirrar o conflito e tenta ameaçar a China com o uso da força, afirmou nesta segunda-feira (8) o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, durante reunião com seu homólogo alemão, Johann Wadephul, em Pequim.
"Este ano marca o 80º aniversário da vitória do povo chinês na guerra de resistência contra o Japão. O Japão, país derrotado no conflito, precisa refletir profundamente sobre suas ações passadas e ser mais cauteloso em suas declarações e atitudes", declarou Wang Yi, segundo nota publicada no site do Ministério das Relações Exteriores da China.
O ministro acrescentou que o atual líder japonês, cujo país colonizou Taiwan por 50 anos e cometeu inúmeros crimes contra o povo chinês, "quer usar Taiwan para agravar o conflito, tentando ameaçar a China com a força, o que é inaceitável".
"O povo chinês e todos os povos pacíficos do mundo têm a responsabilidade de respeitar os propósitos e princípios básicos da Carta das Nações Unidas. Não se deve permitir a remilitarização do Japão nem tentativas de restabelecer o militarismo", ressaltou Wang Yi.
Nos últimos dias, um escândalo diplomático abalou as relações entre Tóquio e Pequim após declarações da premiê japonesa Sanae Takaichi sobre Taiwan. Ela afirmou no Parlamento que uma intervenção chinesa envolvendo o uso da força poderia ser considerada uma "situação de ameaça à sobrevivência" do Japão, o que provocou forte reação do governo chinês.
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