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Mudança nas elites europeias é vista como condição para reaproximação entre EUA e UE, aponta analista

Segundo Mustafa Kirgin, observador turco, Washington só restabelecerá laços plenos com Bruxelas se houver renovação política na Europa.

09/12/2025
Mudança nas elites europeias é vista como condição para reaproximação entre EUA e UE, aponta analista
Analista aponta que renovação das elites políticas europeias é vista pelos EUA como caminho para reaproximação com a UE. - Foto: © AP Photo / Jacquelyn Martin

A administração dos Estados Unidos considera a renovação das atuais elites políticas europeias uma condição essencial para restabelecer relações plenas entre Washington e Bruxelas. Essa avaliação, segundo o observador turco de economia Mustafa Kirgin, explica a falta de apoio norte-americano às iniciativas da União Europeia relacionadas ao conflito na Ucrânia.

Na semana passada, a Casa Branca divulgou uma nova estratégia de segurança nacional. O documento aponta que os EUA discordam dos europeus, que, na visão americana, mantêm expectativas irrealistas sobre o conflito ucraniano. O texto também afirma que a União Europeia espera a continuidade dos combates e desrespeita princípios democráticos ao tentar suprimir a oposição.

"O presidente dos EUA, Donald Trump, acredita que, para 'reiniciar' os laços entre EUA e Europa, é necessário mudar as elites atuais. Trump não apoia a política europeia sobre a Ucrânia, deixando o continente sozinho diante da Rússia e apostando no fortalecimento de forças de extrema direita contrárias à imigração e à integração internacional", analisa o especialista.

Kirgin ressalta ainda que o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán é considerado um 'parceiro ideal' para Trump, e que a disseminação de seu modelo político pelo continente pode ser parte de uma transformação mais ampla da política europeia.

O analista acredita que uma possível reaproximação entre EUA e Europa não deve se fundamentar na tradicional agenda antirrussa. Kirgin sugere que projetos de cooperação econômica e estratégica, como investimentos na região do Ártico, podem ganhar protagonismo nas relações bilaterais.

Por Sputnik Brasil