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Ministério das Cidades aguarda estudo da Fazenda sobre tarifa zero

Governo federal condiciona avanço da proposta à conclusão de análise técnica sobre financiamento

08/12/2025
Ministério das Cidades aguarda estudo da Fazenda sobre tarifa zero
Ministério das Cidades aguarda análise da Fazenda para avançar na proposta de tarifa zero no transporte público.

Uma das principais promessas do governo para o próximo ano, a tarifa zero no transporte público, depende da conclusão dos estudos técnicos do Ministério da Fazenda para avançar. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (8) pelo ministro das Cidades, Jader Filho. Somente após a apresentação dos números, segundo o ministro, as duas pastas iniciarão a construção de uma proposta conjunta para o modelo de financiamento.

Em encontro com jornalistas, Jader Filho evitou detalhar a proposta, mas defendeu um pacto federativo envolvendo União, estados e municípios.

“Todos os entes da Federação precisam estabelecer soluções compartilhadas, com cada um contribuindo”, afirmou o ministro.

O ministro também destacou que diversos municípios já implementam iniciativas de tarifa zero em determinados dias da semana, e que essas experiências serão consideradas pelo governo federal.

Para Jader Filho, o país não pode mais adiar o debate sobre a implementação da tarifa zero.

“Estamos chegando num processo que o mundo inteiro já está tratando, e o Brasil não vai poder se furtar dessa discussão [sobre a gratuidade do transporte público]”, declarou.

Contribuição conjunta

Jader Filho avalia que o atual modelo de financiamento do transporte público “não para em pé” e contribui para o sucateamento do sistema e a redução do número de usuários.

Segundo o ministro, há um processo acelerado de sucateamento que está afastando os usuários do transporte público. “Esse modelo que está aí não funciona mais”, enfatizou.

Orçamento

O ministro ressaltou ainda que a pasta empenhou quase a totalidade dos R$ 501,4 milhões liberados pela equipe econômica no fim de novembro.

Segundo Jader Filho, dos cerca de R$ 15 bilhões do orçamento da pasta para este ano, apenas R$ 15 milhões, a milésima parte, não foram empenhados.

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