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Ouro fecha em queda, apesar de expectativa de corte de juros pelo Fed na semana

08/12/2025
Ouro fecha em queda, apesar de expectativa de corte de juros pelo Fed na semana
Ouro fecha em queda, apesar de expectativa de corte de juros pelo Fed na semana - Foto: Depositphotos

O contrato futuro de ouro fechou em queda, mesmo sob expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) nesta semana e em meio à cautela dos investidores antes do discurso do presidente do Fed, Jerome Powell. Dados recentes dos EUA e um indicador de inflação em linha com projeções reforçaram o tom moderado na renda fixa, limitando oscilações.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para fevereiro encerrou em queda de 0,60%, a US$ 4.217,70 por onça-troy. Já a prata para março recuou 1,10%, a US$ 58,405 por onça-troy.

As incertezas sobre o rumo da política monetária continuam a ancorar o ouro. Segundo Ipek Ozkardeskaya, do Swissquote, o mercado ainda diverge sobre o que pode vir após o corte esperado, citando temores de que pressões inflacionárias ligadas a tarifas possam limitar a trajetória mais branda do Fed. O World Gold Council afirma que a performance do metal em 2026 deve ser moldada por um ambiente de "geoeconomia imprevisível", no qual choques se tornam mais frequentes, reforçando a busca por proteção.

O Bank of America (BofA) mantém uma visão altista para o ouro no médio prazo e vê espaço para que o metal avance até US$ 5.000 por onça-troy, citando fundamentos de apoio em um cenário macro ainda incerto e políticas econômicas pouco convencionais nos EUA. O banco destaca que o ouro segue beneficiado por fluxos de investidores e por seu papel como diversificador, embora aponte riscos de curto prazo caso o Fed adote um tom mais duro do que o precificado.

Para a prata, o BofA avalia que o mercado voltou ao equilíbrio graças à disciplina de produção e à demanda crescente para aplicações industriais, especialmente em painéis solares. Apesar disso, relatório nota que mudanças tecnológicas devem reduzir o uso do metal em cerca de 11% em 2026, tornando o cenário positivo menos evidente que o do ouro. Ainda assim, o banco projeta déficit no mercado de prata em 2026, com recuperação de preços apoiada por investidores e por importações da China.

*Com informações da Dow Jones Newswires.

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