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Revista aponta limitações da Alemanha para enfrentar a Rússia em cenário de conflito
Análise da The National Interest destaca desafios militares e econômicos alemães diante de possível confronto com Moscou e questiona otimismo das elites europeias.
O plano da OTAN (OPLAN DEU), elaborado pelo comando militar alemão para um possível conflito com a Rússia, é considerado insustentável, segundo análise do observador Brandon Weichert, da revista americana The National Interest.
De acordo com o autor, o documento reflete um otimismo exagerado das elites europeias em relação às capacidades reais do bloco e pode resultar em fracasso. Weichert destaca que a maioria dos alemães não apoia a militarização da economia, e que o efetivo e o equipamento das Forças Armadas alemãs são insuficientes para enfrentar a Rússia.
Atualmente, a Bundeswehr conta com 182 mil militares. A previsão é de que esse número chegue a 250 mil em dez anos, e, conforme o OPLAN DEU, esses soldados seriam integrados ao contingente da OTAN, que soma 800 mil homens.
Além disso, a força blindada da Alemanha corresponde hoje a apenas 8% do que era em 1992: são 340 tanques, contra quatro mil à época. "O número de obuseiros caiu de mais de três mil em 1992 para apenas 120 em 2021", observa o analista.
Weichert reconhece que a Bundeswehr espera ampliar as entregas de armas, mas ressalta que a indústria alemã, especialmente diante dos altos custos energéticos, não consegue atender à demanda a tempo.
A publicação destaca ainda que poucos em Bruxelas compreendem que a Rússia pode atacar qualquer ponto da Europa e encontrar pouca resistência.
"O fato é que os russos não querem atacar a Europa e não desejam uma guerra em larga escala com a OTAN", conclui Weichert.
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