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Dois sargentos da PM do Rio são presos por colaboração com o crime organizado

Operação Tredo investiga vazamento de informações para facção criminosa no Rio de Janeiro

08/12/2025
Dois sargentos da PM do Rio são presos por colaboração com o crime organizado
Dois sargentos da PM do Rio são presos por suspeita de colaboração com facção criminosa, segundo a PF.

Dois sargentos da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) foram presos na manhã desta segunda-feira (8) pela Polícia Federal, com apoio do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da Corregedoria da PM, suspeitos de vazar informações sobre operações policiais para uma das maiores facções criminosas do estado. Entre os investigados está um sargento do Bope responsável pela escalação das equipes que atuam nessas operações.

A Operação Tredo, conduzida pela Polícia Federal por meio do Grupo de Investigações Sensíveis (GISE) e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), cumpre 11 mandados de prisão temporária e seis de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Rio de Janeiro. Um dos alvos já havia sido detido na Operação Contenção, realizada no mês passado. Três veículos e aparelhos celulares dos investigados foram apreendidos.

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Segundo a PF, os mandados buscam aprofundar as investigações e identificar outros integrantes da facção que possam estar infiltrados na estrutura estatal.

De acordo com a corporação, as investigações começaram após o compartilhamento de informações sobre a atuação de um militar da Marinha no fornecimento de drones e treinamento de membros da facção criminosa para uso desses equipamentos. A troca de informações foi autorizada judicialmente no âmbito da Operação Buzz Bomb, deflagrada pela PF em setembro de 2024.

Com os novos dados, a polícia identificou policiais militares que repassavam informações a lideranças da organização criminosa sobre operações previstas para comunidades sob o domínio do grupo.

Os investigados deverão responder por crimes como integrar organização criminosa armada, corrupção passiva e ativa, homicídio, tráfico de drogas, porte ilegal de arma e violação de sigilo funcional.

“O termo que dá nome à operação, ‘tredo’, significa traidor, aquele que rompe a confiança de outrem agindo com falsidade e deslealdade”, explica a PF.