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Presidente da Colômbia sugere ligação de mortes no Caribe a bombardeio dos EUA

Gustavo Petro pede investigação após corpos serem encontrados na fronteira com a Venezuela; suspeita envolve ação militar americana.

08/12/2025
Presidente da Colômbia sugere ligação de mortes no Caribe a bombardeio dos EUA
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, - Foto: Reprodução

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, solicitou neste domingo, 7, a abertura de uma investigação sobre o aparecimento de dois corpos na faixa litorânea de um povoado próximo à fronteira com a Venezuela. Petro sugeriu que as mortes podem ter relação com um bombardeio americano ocorrido no Caribe.

Segundo a emissora pública RTVC, a descoberta dos corpos ocorreu na última quinta-feira, 4. Além dos dois encontrados em território colombiano, outros teriam sido localizados no lado venezuelano, embora o número exato não tenha sido informado.

"Peço ao Instituto de Medicina Legal que estabeleça as identidades (...). Podem ser mortos por bombardeio no mar", escreveu Petro na rede social X. De acordo com um porta-voz da polícia, os corpos estavam em uma praia de pescadores no departamento de La Guajira, região norte do país.

Em outubro, Petro já havia acusado os Estados Unidos de violarem a soberania da Colômbia e de serem responsáveis pela morte de um pescador durante operações militares americanas contra o narcotráfico no Mar do Caribe.

De acordo com o presidente, o colombiano Alejandro Carranza foi uma das vítimas de ataques promovidos por forças dos EUA, que desde agosto vêm concentrando operações na Venezuela e em áreas próximas às águas territoriais colombianas.

Na ocasião, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a Colômbia deixaria de receber subsídios americanos. Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que Gustavo Petro seria um líder do tráfico de drogas e incentivaria a produção em larga escala de entorpecentes, mas não apresentou provas das acusações.

Petro negou qualquer envolvimento com o narcotráfico e criticou o que chamou de "ganância" inerente ao capitalismo.