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Bolsas europeias oscilam à espera de decisão do Fed

Mercados acionários do continente operam sem direção definida, com investidores atentos à política monetária dos EUA e movimentos corporativos.

08/12/2025
Bolsas europeias oscilam à espera de decisão do Fed
Bolsas europeias oscilam à espera de decisão do Fed

Por Patricia Lara*

São Paulo, 08/12/2025 – As bolsas europeias operam sem direção única nesta segunda-feira, em meio à cautela dos investidores que aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve, marcada para quarta-feira. Entre os destaques corporativos, as ações da Magnum Ice Cream avançam após a empresa, recém-separada da Unilever, ser avaliada em US$ 9 bilhões.

Por volta das 7h28 (horário de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 registrava leve alta de 0,02%, aos 578,93 pontos. No mesmo horário, Frankfurt subia 0,17%, enquanto Londres recuava 0,05% e Paris perdia 0,11%. Já a bolsa de Milão tinha alta de 0,03%, Lisboa caía 0,12% e Madri cedia 0,03%.

Segundo o BNY, um corte na taxa de juros pelo Fed já está totalmente precificado pelos investidores, com consenso de que a decisão virá acompanhada de um tom conservador. Isso indica que novas flexibilizações na política monetária dependerão de dados mais fracos ou de uma inflação menor nos próximos meses, especialmente entre março e junho de 2026.

Em Amsterdã, as ações da Magnum Ice Cream subiam após a companhia de sorvetes, derivada da Unilever, ser avaliada em 7,93 bilhões de euros (US$ 9,24 bilhões). A Unilever também registrava alta de 0,56% na mesma praça.

Em Paris, a L'Oréal recuava 1,4% após anunciar a ampliação de sua participação na empresa suíça de skincare Galderma, dobrando sua fatia para 20% ao adquirir ações de um grupo de investidores.

Na bolsa de Madri, a Repsol avançava 0,61%. A empresa e a norueguesa HitecVision anunciaram a fusão de sua joint venture Neo Next Energy com a unidade offshore de petróleo e gás da TotalEnergies no Reino Unido.

Além da expectativa pela decisão do Fed, comentários recentes da dirigente do Banco Central Europeu (BCE), Isabel Schnabel, limitaram o apetite ao risco. Outro fator de influência foi o dado surpreendentemente forte da produção industrial alemã, que elevou os rendimentos projetados dos títulos do país.

Para a Oxford Economics, o resultado positivo da indústria alemã não representa, necessariamente, o início de uma recuperação robusta, mas posiciona o setor de forma favorável para contribuir com o crescimento no último trimestre de 2025, podendo elevar as projeções do PIB alemão.

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