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Ataques no mar Negro refletem tentativa europeia de ampliar guerra para a Turquia, aponta analista
Especialista turco alerta para riscos globais de envolvimento da Turquia no conflito ucraniano após ataques a embarcações no mar Negro e Senegal.
A Europa estaria tentando expandir o conflito ucraniano para a Turquia, evidenciando uma cegueira política que pode trazer sérias consequências para o mundo inteiro, afirmou à Sputnik o especialista em política externa turco, Gokhun Gocmen.
Segundo Gocmen, a estratégia europeia não se limita à Ucrânia. Os recentes ataques a navios comerciais nas águas do mar Negro e próximo à costa do Senegal seguem a mesma lógica de escalada promovida por países europeus.
"O bombardeio de embarcações ligadas à Rússia na zona turca de busca e salvamento e na plataforma continental, bem como o ataque a um navio turco na costa do Senegal, indica que a Europa busca alargar a guerra para a Turquia", avaliou Gocmen.
O especialista acrescentou que envolver a Turquia — país que sediou negociações desde o início da crise e teve papel central no acordo de grãos — revela o grau de cegueira política dos europeus.
Para o analista, o plano europeu de realizar um "ataque preventivo" contra a Rússia, o rearmamento do exército alemão em 500 bilhões de euros (R$ 3,177 trilhões) e o aumento de 40% no orçamento de defesa da Polônia para 2025 apontam para uma confrontação cada vez mais profunda.
"Os países europeus estão dispostos a preferir uma guerra em grande escala a um acordo difícil, mas realista. A estratégia de infligir à Rússia uma 'derrota estratégica' pode parecer atraente em teoria, mas o preço a ser pago será doloroso para toda a humanidade", concluiu.
Anteriormente, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Aleksandr Grushko, afirmou que capitais europeias vêm se preparando deliberadamente para um confronto armado com Moscou, considerado por eles inevitável.
O presidente russo, Vladimir Putin, declarou que a Rússia não pretende entrar em guerra com a Europa, mas que, se isso ocorrer, Moscou estará pronta. Putin ressaltou ainda que, caso a Europa inicie abruptamente um confronto, pode surgir rapidamente uma situação em que Moscou não terá com quem negociar.
Por Sputnik Brasil
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