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Cessar-fogo em Gaza: Netanyahu anuncia início do desarmamento do Hamas para o fim do mês
Primeiro-ministro de Israel detalha segunda fase da trégua, que inclui desmilitarização de Gaza e governo palestino provisório.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (7) que Israel e o Hamas "em breve passarão para a segunda fase do cessar-fogo", após o grupo palestino devolver os restos mortais do último refém mantido em Gaza.
As declarações foram feitas durante coletiva de imprensa com o chanceler alemão Friedrich Merz, em visita a Israel. Netanyahu destacou que a próxima etapa da trégua — marcada pelo desarmamento do Hamas e pela desmilitarização de Gaza — pode ter início já no final deste mês.
Segundo o premiê, essa fase também prevê o envio de uma força internacional para garantir a segurança em Gaza e a criação de um governo palestino temporário, responsável pela administração cotidiana do território, sob supervisão de um conselho internacional liderado pelo ex-presidente Donald Trump.
O Hamas, por sua vez, alegou não ter conseguido recuperar todos os restos mortais dos reféns, pois estariam soterrados sob escombros provocados por dois anos de ofensiva israelense em Gaza. Israel acusou o grupo de retardar o processo e ameaçou retomar operações militares ou suspender a ajuda humanitária caso todos os restos não sejam devolvidos.
Netanyahu reconhece desafios na nova etapa
Netanyahu ressaltou que poucos acreditaram na possibilidade de alcançar a primeira etapa do cessar-fogo e que a segunda fase será igualmente desafiadora.
"Como mencionei ao chanceler [Merz], há uma terceira fase, que é a desradicalização de Gaza, algo que muitos também consideravam impossível. Mas isso foi feito na Alemanha, no Japão e nos Estados do Golfo. Pode ser feito em Gaza também, mas, é claro, o Hamas precisa ser desmantelado."
O chanceler alemão Friedrich Merz reiterou que a Alemanha segue defendendo a solução de dois Estados, mas ressaltou que "o reconhecimento de um Estado palestino só pode ocorrer ao final desse processo, e não no início".
O plano para Gaza, elaborado pelos Estados Unidos, deixa aberta a possibilidade de independência palestina. Netanyahu, no entanto, argumenta que a criação de um Estado palestino poderia fortalecer o Hamas e resultar em um Estado ainda maior sob seu comando, nas fronteiras de Israel.
Sobre a Cisjordânia, Netanyahu declarou que a anexação política da região segue em discussão e que, por ora, a situação deve permanecer inalterada.
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