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Ouro fecha em alta com expectativa de corte de juros pelo Fed; prata dispara 6%
Investidores apostam em redução das taxas pelo Federal Reserve, impulsionando metais preciosos a máximas históricas. Prata registra maior valorização diária e ouro mantém sequência de ganhos.
O ouro encerrou a semana em alta pela quinta sessão consecutiva e a prata disparou mais de 6% nesta sexta-feira, 28, refletindo o otimismo dos investidores diante da possibilidade de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, na reunião marcada para 10 de dezembro.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato do ouro para fevereiro subiu 1,25%, fechando a US$ 4.254,90 por onça-troy. Já a prata para março avançou 6,63%, encerrando a US$ 57,163 por onça-troy, após atingir a máxima diária de US$ 57,245. No acumulado da semana, o ouro valorizou 4,30% e, no mês, 6,46%.
Segundo o Commerzbank, a escalada dos dois metais, que levou a prata ao seu maior patamar histórico, ocorre diante das crescentes expectativas de cortes de juros pelo Fed. “A prata pode continuar subindo, impulsionada pelo ouro, se o otimismo em relação à redução das taxas de juros aumentar ainda mais”, avaliou o banco.
Analistas da ANZ Research destacam que comentários mais dovish de dirigentes do Fed, feitos no início da semana, elevaram as chances de flexibilização monetária. Operadores seguem atentos ao processo de escolha do próximo presidente do banco central americano. Nesta tarde, a probabilidade de o Fed cortar os juros em 25 pontos-base no próximo mês chegava a 87%, conforme ferramenta de monitoramento do CME Group.
Pela manhã, houve volatilidade e liquidez reduzida nos mercados de metais preciosos e outras commodities, após uma paralisação de várias horas nas negociações de futuros na Comex Exchange do CME Group.
Uma pesquisa do Goldman Sachs divulgada nesta sexta-feira aponta que muitos investidores acreditam que o ouro pode alcançar um novo recorde histórico de US$ 5.000 até o fim de 2026. O preço do metal já acumula alta de 58,6% no ano e superou a marca histórica de US$ 4.000 pela primeira vez em 8 de outubro, segundo o banco.
Com informações da Dow Jones Newswires
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