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Petróleo fecha em queda diante de preocupações com oferta e plano de paz para Rússia e Ucrânia

Preços do petróleo caem pelo terceiro dia consecutivo, pressionados por temores de sobreoferta e negociações para encerrar conflito entre Rússia e Ucrânia

21/11/2025
Petróleo fecha em queda diante de preocupações com oferta e plano de paz para Rússia e Ucrânia
- Foto: Reprodução

Os contratos futuros do petróleo encerraram a sessão desta sexta-feira (21) em nova queda, pressionados por temores de sobreoferta e pela redução do prêmio de risco diante das negociações para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia.

O petróleo WTI para janeiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em baixa de 1,59% (US$ 0,94), cotado a US$ 58,06 o barril. Já o Brent para janeiro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 1,29% (US$ 0,82), a US$ 62,56. Na semana, as perdas acumuladas foram de 3,37% e 2,84%, respectivamente.

Pelo terceiro dia consecutivo de desvalorização, a commodity operou com pouca volatilidade e queda desde o início da sessão. Apesar das sanções norte-americanas contra empresas petrolíferas russas entrarem em vigor nesta sexta-feira, o mercado segue atento às preocupações com a oferta excessiva. "Dados importantes surgirão nas próximas semanas, à medida que observarmos o destino dos barris sancionados e a disposição dos EUA em aplicar as sanções", destacam analistas do DNB.

A Spartan Capital ressalta que os planos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de ampliar a perfuração de poços de petróleo no país também influenciam negativamente o sentimento do mercado. Para os especialistas, o desequilíbrio no setor tende a se acentuar: "Vemos a queda de hoje como um momento potencialmente decisivo para o petróleo. Se as vendas se intensificarem, os preços podem cair mais 5%".

Além disso, as negociações para o fim do conflito entre Rússia e Ucrânia também pressionam os preços da commodity, segundo o Commerzbank. Trump afirmou nesta sexta-feira que a Ucrânia tem até a próxima quinta-feira para aceitar o plano de paz. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou que o projeto pode servir como base para "termos finais", mas ressaltou que os ucranianos se opõem à proposta.

Com informações de Dow Jones Newswires