Geral
Parafuso de implante dentário vai parar em cérebro de paciente, após procedimento malsucedido; entenda
Caso publicado na revista Neurochirurgie diz que a força aplicada pelo profissional pode ter causado o deslocamento da peça
Ramazan Yılmaz, atualmente com 40 anos, precisou fazer uma cirurgia cerebral para retirar um implante dentário que se alojou em seu cérebro durante uma cirurgia malsucedida de instalação de uma prótese. Segundo os médicos que o atenderam, o posicionamento excepcional da fossa craniana e a força aplicada pelo profissional durante o procedimento causaram o deslocamento da peça.
O caso ocorreu em 2022 na Turquia, porém, só foi revelado no início deste ano em artigo publicado na revista Neurochirurgie. Yılmaz afirma que quase morreu no incidente. O dentista que o tratava aconselhou que ele retirasse seus dentes, pois estavam profundamente danificados.
“Conforme ele foi pressionando, informei que estava sentindo dor, mas ele disse que era normal e foi fazendo a perfuração. Ele só parou quando eu surtei de dor e fizeram a radiografia, encontrando o parafuso no meu cérebro”, relatou o homem à imprensa do país.
Ele foi levado às pressas para um hospital onde foi realizada uma cirurgia de emergência que removeu, por uma fenda aberta próximo dos olhos do paciente, o parafuso. O paciente não teve nenhuma complicação, apesar da gravidade do caso.
Yilmaz processou o dentista, que judicialmente alegou que aquela era uma complicação do procedimento da qual ele não tinha culpa. O profissional, porém, foi condenado a fazer uma compensação financeira ao paciente.
Mais lidas
-
1TECNOLOGIA MILITAR
Revista americana destaca caças russos de 4ª geração com empuxo vetorado
-
2TECNOLOGIA
Avião russo 'Baikal' faz voo inaugural com motor e hélice produzidos no país
-
3VIDA SILVESTRE
Médico-veterinário registra nascimento e primeiros dias de filhotes de tucanuçu
-
4EQUILÍBRIO MILITAR
EUA manifestam preocupação com avanço da aviação embarcada chinesa
-
5ENERGIA NUCLEAR
Financiamento nuclear do BRICS liderado pelo Brasil pode reequilibrar acesso a tecnologias