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Múmia egípcia que morreu durante o parto é encontrada com a cabeça do bebê presa na pélvis, entenda e veja fotos

A mãe deveria ter entre 14 e 17 anos e estava grávida de gêmeos

Agência O Globo - GLOBO 26/12/2023
Múmia egípcia que morreu durante o parto é encontrada com a cabeça do bebê presa na pélvis, entenda e veja fotos

Os restos mumificados de uma adolescente que morreu durante o parto no antigo Egito foram analisados por pesquisadores, revelando que a jovem futura mãe estava em processo de parto de gêmeos quando faleceu. Acredita-se que a jovem tinha entre 14 e 17 anos quando morreu. Segundo os profissionais, a cabeça do primeiro bebê ficou presa no canal do parto, resultando na morte tanto do bebê quanto da mãe.

A jovem foi originalmente desenterrada em 1908 no cemitério El Bagawat, no oásis de Kharga, no Egito. Ela teria sido encontrada com feto e placenta entre as pernas, levando à conclusão de que ela havia morrido de complicações obstétricas. Mais de um século depois, novos estudos, realizados por outros pesquisadores, utilizaram tomografias computadorizadas do corpo para determinar exatamente o que poderia ter dado errado. E encontraram um segundo feto na cavidade torácica da mulher.

A explicação mais provável para este resultado é que o bebê nasceu em posição pélvica, ou seja, os pés saíram primeiro, deixando a cabeça do feto presa dentro do corpo da mãe. Segundo os autores do estudo, isso pode levar à “decapitação fetal traumática” em casos raros, sendo este exemplo uma dessas ocasiões terríveis.

“A causa da morte foi determinada como o aprisionamento da cabeça do bebê no canal do parto devido à apresentação pélvica do feto durante o parto”, concluem.

Quanto ao segundo feto, os investigadores suspeitam que os embalsamadores, provavelmente, não sabiam que a mulher estava grávida de gémeos e, portanto, simplesmente não conseguiram removê-lo do seu corpo antes de a mumificar.

“Este estudo confirma o quão perigoso uma gravidez poderia ser durante este período”, escreveram os estudiosos. Os nascimentos de gêmeos eram vistos como altamente indesejáveis no antigo Egito e eram frequentemente protegidos com feitiços e encantamentos.