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Brota na Grota: Educação leva serviços de educação alimentar e culinária para a comunidade Vila Emater
Equipes da Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Maceió levaram, nesta terça-feira (16), serviços e ações de educação alimentar e nutricional, ambiental, de culinária e avaliação antropométrica para a comunidade da Vila Emater, localizada no bairro de Jacarecica. Além disso, houve contações de histórias para as crianças das famílias atendidas, no ônibus do projeto Biblioteca Móvel, onde é fomentado o incentivo à leitura.
Até essa segunda (15), foram atendidas, pelo menos, 100 pessoas, que passaram por uma avaliação nutricional e palestras sobre a preservação do meio ambiente. Outros serviços da Prefeitura de Maceió também estão sendo ofertados, como a criação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o Cadastro Único (CadÚnico). Essas atividades acontecem em tendas montadas dentro da comunidade.
Já na associação da localidade, foram realizadas oficinas de biscoitos e de pão caseiro de macaxeira, beterraba e cenoura. Houve também uma palestra sobre alimentos nutritivos e saudáveis.
A moradora da Vila Emater e vendedora de lanches, Ana Karolaine dos Santos, de 25 anos, contou que não sabia fazer pão caseiro, mas aprendeu graças às oficinas realizadas pelo Brota na Grota. Ela tem três filhos e acredita que vai conseguir uma renda extra para eles com a venda desses produtos.
"O curso veio para eu aprender mais. Eu sabia algumas coisas, mas não sabia muito. Estou aqui para poder aprender. Para mim, o curso vai ajudar bastante para poder empreender mais e poder dar o melhor para os meus filhos. Eu já vendo lanches, então o pão já vai ser mais uma iniciativa para ser acrescentado no cardápio", contou a vendedora.
Já para a dona de casa Maria Luana Souza de Almeida, de 29 anos, o programa é uma oportunidade única para quem está desempregada e quer empreender no seu próprio negócio. "Estou achando bom porque é uma oportunidade da gente colocar algo para poder sustentar a família e ajudar o parceiro. E aquelas que não tem parceiro poderem ter uma renda complementar", frisou.
De acordo com a nutricionista da Semed, Ângela Chagas, que estava acompanhando as ações, mais de 20 mulheres participaram das oficinas.
"Fizemos uma formação para as mães da comunidade. Tudo foi feito para agregar valor nutricional e fazer com que elas tenham um meio de vida, porque a comunidade é muito carente. O mais importante é que elas vislumbrem nisso um meio de ganhar dinheiro e ter sua emancipação feminina", concluiu.
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