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Moradora do Rio Novo socorrida pela Defesa Civil se torna voluntária do Nudec
Era tarde de um sábado e as pessoas da vizinhança, como de costume, conversavam na porta de suas casas, na viela em que mora Janiere Ferreira de Souza, 56. O dia 2 de julho de 2022 ficou marcado não somente para ela, mas para todos que residem nos bairros que margeiam a Lagoa Mundaú, em Maceió. O que aconteceu naquele dia, ela não deseja para ninguém.
A prosa da tarde foi interrompida pelas águas invadindo as casas, por consequência do transbordamento da lagoa. Não demorou muito para chegar na casa de Janiere, mesmo sendo a primeira residência da vila, um pouco mais distante da margem. “Foi tudo muito rápido e eu fiquei desesperada”, contou.
Há anos, a capital alagoana não enfrentava uma enchente tão violenta. Apesar de ser dentro do período chuvoso, nos primeiros dias de julho, não houve registro de fortes chuvas em Alagoas. Mas, no estado vizinho, Pernambuco, sim.
Janiere conta que começou a pendurar todos os móveis que podia, e os vizinhos foram ajudando uns aos outros. Mas, não demorou muito para que a Defesa Civil de Maceió chegasse ao local. “Uns 20 minutos após minha ligação já chegou uma equipe aqui”, expôs.
Os agentes auxiliaram as pessoas a sair de suas casas e as levaram para os abrigos provisórios que foram montados em cada bairro. “Me senti acolhida. É como se eles tivessem dizendo para mim: segure na minha mão que eu vou te ajudar”, disse a moradora, emocionada.
Na mesma semana do ocorrido, a Defesa Civil visitou os bairros para conferir se os moradores já poderiam retornar para suas casas, e entregou a cada unidade familiar kits de limpeza, higiene pessoal, colchões e cestas básicas.
Ressignificando a dor - Após passar por esse episódio, a moradora ficou muito agradecida à Defesa Civil e assim que foram abertas as inscrições para voluntários que fazem parte do Núcleo Comunitário de Defesa Civil (Nudec), ela se inscreveu e vai atuar na sua comunidade. “Fui socorrida pela Defesa Civil e agora quero ajudar a outras pessoas”, acrescentou.
A inundação - Após o desastre, a Defesa Civil contabilizou mais de 13 mil afetados pela enchente, dos quais, 6.223 ficaram desalojados.
A Prefeitura de Maceió montou pontos de apoio nos bairros atingidos pela enchente para atender as famílias que foram afetadas. A Defesa Civil auxiliou os moradores a retirar móveis e realizou resgate de pessoas que estavam ilhadas.
Nos abrigos, foram oferecidas as três refeições do dia e água mineral, além de colchões e roupas. Ao todo, sete bairros que são margeados pela lagoa sofreram danos: Levada, Vergel do Lago, Ponta Grossa, Trapiche, Pontal da Barra, Fernão Velho e Rio Novo.
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