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Celebrando a vida e conectando pessoas: o Quartas Eruditas está de volta

Um hiato de dois anos foi encerrado nesta quarta-feira, 30, quando a Sala de Música do Complexo Cultural Teatro Deodoro ficou lotada de crianças para ter seu primeiro contato com a música Erudita. O Quartas Eruditas havia feito a sua última apresentação antes da pandemia, em 2019, e acabou sofrendo com as restrições impostas pelo combate à Covid-19.
“Esse é um dos projetos mais exitosos que temos nesta casa, foram dois anos parados por conta da pandemia. Caso não tivéssemos enfrentado esse mal, estaríamos em nosso oitavo ano, e ver a sala repleta de estudantes, eu que também sou professora, traz uma emoção ainda maior”, comenta Sheila Maluf, diretora-presidente da Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas, Diteal.
A sala de música recebeu de volta a vitalidade somada ao inesperado. A abertura do projeto foi uma surpresa para todos: o maestro Max Carvalho convidou o jovem D’angello Rodrigo para tocar algumas canções no piano. Emocionado, ele contou da satisfação em ter sido convidado para se apresentar na primeira vez em que estava assistindo a apresentação no Complexo Cultural.
“Foi bastante gratificante poder ver pela primeira vez a Camerata Ero Dictus no Quartas Eruditas, mesmo já tendo os visto no Festival Alagoano de Música Erudita, Falame. Fiquei muito surpreso e nervoso, ainda mais porque esse projeto era uma ideia que eu tinha vontade de realizar, que é democratizar a música erudita, trazer para um público mais jovem. Ver a sala lotada com crianças, que deu para ver que gostaram bastante, foi muito lindo”, conta o pianista.
Além do público em geral, estiveram presentes também alunos de duas turmas das escolas Municipal de Educação Infantil Padre Pinho e da Escola Estadual Professor Edmilson Vasconcelos Pontes. A plateia não ficou apenas como espectadora, logo ela foi chamada para interagir e duas jovens tiveram a oportunidade de reger músicas do repertório da Camerata Ero Dictus.
As melodias arrancaram não só aplausos, que foram muitos, mas também lágrimas de adolescentes que tiveram a oportunidade de ver pela primeira vez um concerto. “Eu achei muito emocionante, principalmente porque eu nunca tinha sentido aquela sensação que eu nem sei explicar, só sei que chorei porque fiquei emocionada e acho que a melodia me fez lembrar de muitas coisas”, conta Isabela Correia, de 14 anos.
“Eu senti uma alegria, uma sensação nova de uma coisa que você nunca tinha escutado, e escuta pela primeira vez, eu achei muito interessante e meu coração ficou muito alegre vendo tudo isso de perto e por mim eu ficava até o outro dia aqui”, comemorou Thomas Gabriel, de 15 anos.
Esta quarta-feira foi só o começo das apresentações, já que a previsão é de pouco mais de 15 mil pessoas, entre público externo e estudantes, sejam contempladas com esse projeto, que sempre na última quarta-feira do mês trará uma nova apresentação e novas emoções.

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