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Mistura de futebol com política tira o CSE de duas competições de forma melancólica

CSE mais uma vez ficou no quase
O CSE deu adeus ao campeonato Alagoano e a Copa Alagoas no período de uma semana. E ambas partidas que decidiram o fracasso tricolorido ocorreram em seus domínios, no Estádio Juca Sampaio, em Palmeira dos Índios.
A primeira desclassificação ocorreu diante do CRB, quando o time praiano ganhou a partida por 1 a 0, deixando o time de Palmeira dos Índios fora do quadrangular decisivo do Campeonato Alagoano.
A outra desclassificação ocorreu diante do Cruzeiro de Arapiraca, quando o CSE perdeu a chance de disputar um título inédito ao sucumbir nos pênaltis por 5 a 4, com uma cobrança displicente de Adrian.
Com um altíssimo investimento da prefeitura de R$200 mil mensais, afora os patrocínios de empresas locais, o time palmeirense não conseguiu se impor na reta final.
Mudança de três técnicos podem ter influenciado decisivamente para o pífio desempenho de um time caro para os padrões do interior de Alagoas.
Ingerência
Antes das partidas decisivas, o CSE sofreu o “pão que o diabo amassou” com a ingerência do prefeito de Palmeira dos Índios Julio Cesar (MDB) que se fazendo de “cartola” chegou a demitir arbitrariamente o técnico Luiz Carlos Cruz gerando uma crise no clube sem precedentes.
Cruz vinha ajustando o clube após substituir o primeiro técnico e foi “demitido” em menos de um mês de trabalho.
Com técnico novo, Alysson Dantas, após uma vitória com goleada sobre seu maior rival, o ASA (time em que jogadores denunciaram estar com uma dieta alimentar à base de cebola com ovo), o CSE se animou para os confrontos finais, mas eis que aparece de novo a figura do prefeito-imperador-cartola inflamando e provocando os adversários em emissoras de rádio da capital, chegando a dizer que o CSE estava sendo patrocinado por ex-presidentes de CSA e CRB.
A provocação foi o ponto decisivo para que CSA e CRB se motivassem e jogassem mais duro ainda contra o time palmeirense, o tirando da competição, inclusive com mensagens e acusações em grupos de whatsaap.
Resta agora ao CSE jogar a Série D do Campeonato Brasileiro neste restante de ano. Caso consiga se classificar no “grupo da morte”, estará mantido para o Campeonato Brasileiro de 2023.
Caso seja eliminado nessa fase, o CSE não terá calendário cheio em 2023, tendo que lutar bastante no próximo Campeonato Alagoano, para em 2024 manter o status de time com calendário de jogos o ano inteiro.
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