Geral

Taiwan relata aeronaves da China em sua zona de defesa aérea

25/02/2022
Taiwan relata aeronaves da China em sua zona de defesa aérea

No fatídico dia 24 (quinta-feira), o Ministério da Defesa de Taiwan reportou à imprensa internacional que nove aeronaves da China invadiram sua zona de defesa aérea. Tristemente, o anúncio ocorreu no mesmo dia da ultrajante invasão da Rússia à Ucrânia.

Segundo o ministério, oito caças chineses (J-16) e um avião de reconhecimento (Y-8) sobrevoaram uma área a nordeste das Ilhas Pratas, controladas por Taiwan, no extremo superior do Mar do Sul da China.

Há anos a China reivindica o território da pequena e moderna nação insular de Taiwan. Recordamos que, o estado taiwanês reclamou de tais missões regulares da força aérea chinesa nos últimos dois anos, embora as aeronaves não se aproximem da pequena ilha semipresidencialista.

Nesse sentido, a flotilha de aeronaves envolvidas hoje é bem menor do que a última incursão em grande escala, no dia 23 de janeiro — naquele dia foram 39. Desde então, os sobrevoos têm sido esporádicos e com menos aeronaves.

 

Como resposta, caças taiwaneses foram enviados para alertar as aeronaves chinesas e mísseis de defesa aérea foram implantados para “monitorar as atividades”, disse o ministério.

 

De acordo com os principais jornais internacionais, Taiwan tem observado com cautela a crise na Ucrânia, com medo de que a China também faça algum movimento. Embora Taipei não tenha relatado nenhum movimento incomum das forças chinesas, o governo aumentou seu nível de alerta.

Ainda na quinta-feira (24), a China negou qualquer ligação entre a crise na Ucrânia e suas reivindicações territoriais sobre Taiwan, depois que a presidente da ilha afirmou que a decisão da Rússia de reconhecer os separatistas estava sendo usada para prejudicar a moral dos taiwaneses.

Neste paralelo, a China, por sua vez, indicou que qualquer comparação “carece da menor compreensão sobre o que é a história da questão de Taiwan”.

 

“Taiwan sempre foi uma parte inalienável do território chinês. Este é um fato irrefutável do ponto de vista legal e histórico”, disse a porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, em coletiva de imprensa, que chamou as autoridades taiwanesas de “imprudentes” por “transformar a questão da Ucrânia em um tema candente”.

 

Vale lembrar que a China aumentou a pressão militar, diplomática e econômica sobre Taiwan desde que Tsai Ing-wen chegou ao poder, em 2016, por sua rejeição à posição da China de que a ilha faz parte de seu território.

O último trimestre de 2021, foi marcado por um aumento significativo nas incursões de caças chineses na zona de identificação de defesa aérea de Taiwan. Só no ano passado, 969 aviões de guerra chineses penetraram nesta área, mais do que o dobro dos 380 caças que entraram em 2020, segundo um banco de dados compilado pela agência AFP.

Sobre o ocorrido, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, sinalizou o risco para Taiwan em um alerta na semana passada sobre as consequências danosas em todo o mundo se as nações ocidentais não cumprirem suas promessas de apoiar a independência da Ucrânia.