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Mais médicos concluem Residência Médica e Governo de AL estende programas nos hospitais do Estado

Cerimônia ocorreu na noite desta quarta-feira (23), no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió
Mais dez médicos concluíram os programas de Residência Médica nos hospitais geridos pelo Governo de Alagoas. A cerimônia foi realizada nesta quarta-feira (23) no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió, e teve a presença de gestores, familiares e amigos. Ao todo, 21 profissionais já concluíram os estudos no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, e um no Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca.
O secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, é um defensor dos programas de residência médica. Tanto é que, durante o evento, o gestor anunciou a extensão de vagas no HEA (de uma para três em Anestesiologia, Emergência Pediátrica e Medicina de Emergência) e o início do programa no Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), nas áreas de Anestesiologia, Clínica Médica, Endoscopia e Medicina Intensiva.

“Eu me lembro do meu pai, médico urologista, que na época dele teve que ir ao Rio de Janeiro para se especializar, pois, em Alagoas, não existia oportunidade. Isso me incomodou bastante e me motivou a várias indagações. Nos propomos em ampliar as bolsas com recursos do Estado, para aumentar o quantitativo de vagas e garantir que os médicos permaneçam em Alagoas. Sem dúvida nenhuma, os profissionais da saúde, de uma maneira geral, vivem o melhor momento. Saímos de dois hospitais para sete! Um bem que vai ficar para as próximas gerações e gerará imensos benefícios para a população alagoana”, declarou Ayres.
No mesmo evento, mais 16 profissionais foram acolhidos para o ingresso nos estudos em Clínica Médica, Pediatria, Neurologia, Cirurgia Geral, Anestesiologia, Endoscopia, Medicina Intensiva, Medicina Física e Reabilitação e Ortopedia e Traumatologia. Eles serão distribuídos pelos Hospitais Geral do Estado (7), Metropolitano de Alagoas (4) e de Emergência do Agreste (3).

“Além de construir novos hospitais, nós sentíamos que o Estado precisava também capacitar os profissionais da saúde que se formavam nas faculdades instaladas em seu território, principalmente a classe médica. Foi uma preocupação nossa investir nessa formação profissional, pois acreditamos que, com os novos hospitais, será possível ampliar os serviços, tornando-os mais humanizados e mais eficazes. Um grande ganho para a sociedade”, avaliou o secretário executivo de Ações de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), médico Marcos Ramalho.
A residência médica é o programa mais bem-sucedido quanto ao aperfeiçoamento dos médicos recém-formados e a sua especialização. É a possibilidade de adquirir mais experiência na prática médica, vivenciar com profundidade a área de interesse e ganhar mais bagagem teórica e prática, quando comparada a que foi obtida ao longo do curso de Medicina.

O orador da turma concluinte e agora especialista em Clínica Médica, Hammel Amorim, agradeceu a oportunidade e se mostrou feliz com os resultados alcançados durante os estudos práticos e teóricos. Ele ressaltou a importância de contar com preceptores tão dedicados como os que ele teve oportunidade de conhecer e pediu a todos os colegas de profissão que ponham em prática todo o aprendizado.
“Eu não tinha pensado em fazer residência no HGE, por vários motivos: ainda existia um grande preconceito e um triste desconhecimento. Havia um estigma de superlotação, de falta de medicamentos. Condições extremas que nos assustavam. Porém, o hospital sempre foi e continua sendo de referência, com profissionais que se dedicam por seus pacientes, e segue sendo a unidade mais importante do Estado. Hoje, eu vejo que foi a melhor decisão que fiz, e eu sei que meus colegas pensam o mesmo, pois estamos saindo nos sentindo profissionais renovados”, declarou o orador.
O presidente da Comissão Estadual de Residências Médicas de Alagoas (CEREM/AL), médico Fernando Fidelis, explicou que as especializações são autorizadas e credenciadas pelo Ministério da Educação (MEC), com regimento determinado pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), instituída em 1977.

“Em Alagoas, o programa é capitaneado pela CEREM/AL e Comissões de Residências Médicas de cada instituição, com vagas também disponíveis nos hospitais: Universitário Professor Alberto Antunes, Carvalho Beltrão, Chama, Veredas, Santa Casa de Misericórdia de Maceió; Fundação Educacional Jayme de Altavila, Associação Beneficente de Palmeira dos Índios e Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal). Os alunos ingressam por meio de processo seletivo, que é organizado anualmente”, informou o representante da CEREM/AL.
Ao todo, são oferecidas mais de 350 vagas de residência médica em toda Alagoas – distribuídas entre instituições públicas e privadas – nas áreas de Clínica Médica, Emergência Pediátrica, Infectologia, Medicina de Emergência, Medicina de Família e Comunidade, Medicina Intensiva Pediátrica, Neonatologia e Oncologia Pediátrica. No HGE, o programa foi iniciado em 2016; no HEA, em 2018; e o HMA, um dos novos hospitais inaugurados no governo Renan Filho, inicia as primeiras turmas agora.
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