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HGE salva vida de paciente que evoluiu para sepse após procedimento dentário

A alta hospitalar de Antônio Heleno Alves comoveu toda equipe assistencial
Quem poderia imaginar que um procedimento dentário, levaria Antônio Heleno Alves, de 56 anos, até a maior emergência alagoana, o Hospital Geral do Estado (HGE)? Pois aconteceu! E, mais ainda, ocasionou uma infecção grave, a sepse, conhecida antigamente como septicemia ou infecção no sangue. Hoje, infecção generalizada.
Na verdade, conforme explicou a médica Lorella Chiappetta, uma das responsáveis pelo tratamento do paciente, a sepse é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção.
“Não é a infecção que está em todos os locais do organismo. Por vezes, ela pode estar localizada em apenas um órgão, mas provoca em todo o organismo uma resposta com inflamação numa tentativa de combater o agente da infecção”.
Essa inflamação pode vir a comprometer o funcionamento de vários órgãos do paciente, como aconteceu com Antônio Heleno. “Ele deu entrada devido a uma dor abdominal e, aqui, foi evidenciado um abscesso hepático, como consequência de uma endocardite, secundária a um procedimento dentário”, como relatou a médica Thalita Torres, também responsável pela assistência do paciente no HGE.
Segundo ela, durante os mais de 40 dias de internamento, Antônio Heleno evoluiu, também, um abscesso pélvico e derrame pleural. “Foram dias difíceis! Onde realizamos, na área que ele ficou, a Ala E, discussões diárias sobre o melhor tratamento. Profissionais da clínica médica, cirurgia geral, cirurgia torácica e infectologia participaram e isso foi fundamental no processo”, especificou a médica.

Paciente esteve 40 dias internado no HGE, onde recebeu todos os cuidados necessários para sua recuperação
Thalita contou que foram realizadas drenagens dos abscessos e também uma toracocentese, procedimento cirúrgico com baixa morbidade e que fornece grande eficiência diagnóstica e é realizada para se definir quais derrames pleurais necessitam de investigação clínico-laboratorial.
“Mesmo em uso de antibióticos de amplo espectro, Antônio manteve febre por longo tempo e chegou a evoluir para sepse, chegou até a necessitar de leito de UTI, mas conseguimos reverter o quadro com o trabalho multiprofissional”, ressaltou a especialista.
A ala “E” do HGE é conhecida no meio hospitalar pela assistência precisa em casos difíceis, onde a pesquisa e o ensino são determinantes em descobertas de casos, muitas vezes, não diagnosticados em outras unidades, segundo informou Paulo Teixeira, gerente do hospital. “Muitos dos médicos que lá atuam também são professores e, grande parte dos nossos residentes em clínica médica e acadêmicos, passam por lá!”, referiu o gerente.
Alta mortalidade – A sepse é responsável por 25% da ocupação de leitos em UTIs no Brasil. Sendo a principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensivas e uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia, superando o infarto do miocárdio e o câncer. Tem alta mortalidade no país, chegando a 65% dos casos.
Os sintomas de sepse variam de acordo com o grau de evolução do quadro clínico. Os mais comuns são: febre alta ou hipotermia, calafrios, baixa produção de urina, respiração acelerada, dificuldade para respirar, ritmo cardíaco acelerado, agitação e confusão mental.
O diagnóstico depende de avaliação clínica e laboratorial criteriosa para identificar e tratar a doença subjacente que deu origem ao processo infeccioso. Diagnóstico precoce e início imediato do tratamento são medidas fundamentais para o controle da sepse e suas complicações. Em geral, o acompanhamento é realizado em unidades hospitalares.
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