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Macron fala com o presidente da Ucrânia após ligação com Putin
O presidente francês Emmanuel Macron redobrou seus esforços diplomáticos neste domingo, 20, para evitar que a situação entre a Rússia e a Ucrânia se deteriore com duas conversas telefônicas com o líder russo Vladimir Putin e o ucraniano Volodymyr Zelensky, com quem ele já havia conversado no sábado, 19.
“A entrevista por telefone com o presidente Putin durou 1 hora e 45 minutos. O presidente da república está agora numa central telefônica com o presidente Zelenski”, indicou o Palácio do Eliseu.
Durante o telefonema com Zelensky, algo que não estava planejado inicialmente, o presidente ucraniano garantiu que “não responderia a provocações” da Rússia na linha de frente com os separatistas de Donbas, segundo a presidência francesa. E também pediu a Macron para expressar à Putin “a disponibilidade da Ucrânia para o diálogo.”
No fim da tarde de sábado, 19, Zelensky convocou uma reunião do Conselho de Segurança da ONU em vista da escalada militar em torno da Ucrânia, bem como um maior compromisso da comunidade internacional e uma revisão da atual arquitetura de segurança global. Algo que fez eco com as declarações feitas pelo presidente durante a Conferência de Segurança, em Munique.
Antes das conversas com os líderes, a presidência francesa indicou que este diálogo faz parte dos “últimos esforços possíveis e necessários para evitar um grande conflito na Ucrânia”, porque “o risco de cair em uma espiral de violência atualmente é muito alto”.
Ainda hoje, Rússia e Bielorrússia tomaram a decisão de estender o tempo de inspeção de suas forças conjuntas para além deste domingo, 20, quando estava marcado o fim dos exercícios militares da Allied Determination 2022. O ministro da Bielorrússia disse que a decisão foi tomada “em conexão com o aumento da atividade militar perto das fronteiras externas” da Rússia e Bielorrússia e por causa da crescente tensão na região de Donbas, no leste da Ucrânia.
A Otan diz que a Rússia tem até 30.000 soldados na Bielorrússia e poderia usá-los como parte de uma força de invasão para atacar a Ucrânia, embora Moscou negue tal intenção.
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