Geral

Nesta sexta (18), Carlos Pronzato lança o livro “Poemas para Resistir: o Caso Braskem”

18/02/2022
Nesta sexta (18), Carlos Pronzato lança o livro “Poemas para Resistir: o Caso Braskem”

Acontece nesta sexta-feira (18) a noite de autógrafos do livro “Poemas para Resistir: o Caso Braskem”, do escritor, cineasta, contista, poeta, documentarista, teatrólogo e ativista social Carlos Pronzato.

A antologia é composta por 20 poemas escritos durante e depois das gravações do documentário “A Braskem passou por aqui, a catástrofe de Maceió” entre junho e dezembro de 2021, dirigido pelo mesmo autor do livro e de enorme repercussão nacional. O DVD deste documentário de 80 minutos integra também o livro.

Capa do livro

O evento acontece a partir das 18 horas, no Café da Linda, no Teatro Deodoro, em Maceió.

“O documentário, em pouco tempo, se transformou numa contundente arma de luta nas mãos dos moradores dos bairros atingidos e população em geral e motivo de assombração e indignação no resto do país. Da mesma forma, espero que este pequeno livro, que agora estará nas mãos de várias pessoas, tenha o mesmo destino e possa refletir a repulsa, o desespero e a firme decisão das vítimas de não abandonar a luta contra a empresa que provocou o maior desastre socioambiental em curso no mundo”, pondera Pronzato.

Em resumo, os poemas do livro abordam o maior crime socioambiental em curso no município de Maceió, que condenou cinco bairros na capital alagoana pelo afundamento do solo. Tendo atingido quase 70.000 pessoas, 4.500 negócios e 30.000 empregos. A empresa Braskem explora minas de sal gema há mais de quatro décadas em 35 minas a cerca de 1.200 metros de profundidade. Os desabamentos das minas ocorrem há mais de dez anos.

 

Comentários sobre o livro:

 

“Quero convidá-los a se alimentar de sonhos e esperanças renovadas na leitura destes 20 poemas”Pastor Wellington, da Igreja Batista do Pinheiro.

 “Carlos Pronzato absorveu o amor e a dor das Alagoas como poucos “estrangeiros” o fizeram”Geraldo Marques, ambientalista e referente principal na luta contra a Braskem, o primeiro em denunciar as subsidências.

“Eis aqui a síntese da dor e da resistência”Regla Toujaguez, geóloga.

“A poesia de Carlos Pronzato traduz o que não conseguimos mais verbalizar em palavras”Alexandre Sampaio, empresário e coordenador do MUVB.

“Este livro de poemas tenta suavizar a dor das vítimas da Braskem”Abel Galindo, engenheiro.

 

Sobre o autor:

Carlos Pronzato é escritor, cineasta, contista, poeta, documentarista, teatrólogo e ativista social, formado em direção teatral pela Universidade Federal da Bahia (UFBA, 1993) com pós-graduação/especialização em Teoria do teatro pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 2002).  Segundo ele, o Teatro e a Literatura compartilham o “amor livre” com o Cinema e mais especificamente pelo documentário.

Em 22 anos de carreira, Pronzato dirigiu mais de 80 documentários sociopolíticos – sua filmografia é tão prolífica que até fica difícil listar com precisão o número de produções executadas por ele. A paixão pelo audiovisual está em seu dna, seu pai Victor Pronzato – que como artista, adotou o nome profissional de Victor Proncet era roteirista, ator, escritor e compositor. Um dos trabalhos mais conhecidos de Victor é o longa-metragem argentino “Os Traidores” (1973).

Denunciar tragédias sociais, dilemas, omissões, negligências, contrastes e dramas da América Latina, esse é o norte cinematográfico do documentarista argentino Carlos Pronzato, radicado no Brasil. Pronzato é um documentarista perspicaz na construção de narrativas, no detalhamento dos registros captados em campo e na elaboração do enredo, esses detalhes são nítidos em seus trabalhos – ele é sublime na abordagem de um tema esquecido ou pouco divulgado.

No Brasil, Pronzato dirigiu uma série de documentários denunciando vários acontecimentos sociais e políticos em grande destaque na imprensa nacional. Entre os temas sociais podemos citar: a tragédia de Brumadinho, o apagão no Amapá, a destruição da Braskem em Maceió e a construção de uma estação elevatória de esgoto (EEE) na Área de Proteção Ambiental das Lagoas e Dunas do Abaeté.

 

Confira alguns poemas cedidos pelo autor:

 

Resistência 1:

O que afunda

Não é uma casa

Paredes

Azulejos

Janelas tampadas com cimento

Portas fechadas

Pela última vez

 

O que afunda

Não é uma Escola

Um Hospital

O campo de treinos

Do CSA

Tijolos infinitos

Como lágrimas de sal

 

O que afunda

É a luz

Do quarto das crianças

As flores que ficaram

Os gatos perdidos

No silêncio do bairro

 

O que afunda

Somos nós

Um tremor de angústia

No fio da navalha

Nossas vidas

Nas cavernas subterrâneas

 

Uma larga rachadura

No subsolo da alma.

 

Resistência 5:

A Braskem me suicidou

Um punhal de sal-gema

Subiu desde a cratera

E estrangulou a minha voz

 

Agora tudo é dela

Assinei a tal da “indemnização”

O saque legal

De qualquer mineração

 

Antes de morrer

Eu era

O sentimento acumulado da revolta

Um grito de pedra

Entalhado na garganta

 

O clamor de 60.000 pessoas

Expulsas das suas casas

Era também o meu

Mas não resisti

À armadilha judicial

À omissão do MPF

À inoperância do Governo

 

Não resisti

Ao cerco assassino

Das Instituições

Que a Braskem comprou

 

Morri

Dizem que é suicídio

Mas a Braskem

O Estado

E principalmente

O silencio de Maceió

Me mataram

Sem dor

 

Preço e venda:

Investimento: R$ 40,00 (para quem é de Maceió e retira no dia do lançamento) e R$ 40,00 + R$ 10,00 de frete (para outros estados). Edição limitada! Garanta já o seu exemplar!

Banco do Brasil – Carlos Pronzato

Agência: 0346-8

Conta Corrente: 222.567-0

Ou Pix: 71993459952 (telefone) – Tadeusz Pronzato

 

CONTATOS PARA PRÉ VENDAS:

Carlos Pronzato: WhatsApp 21 97995 7981 / e-mail: [email protected] / Facebook, Instagram e canal de YouTube: Carlos Pronzato

Catálogo completo de filmes e livros: www.lamestizaaudiovisual.com.br