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Nesta sexta (18), Carlos Pronzato lança o livro “Poemas para Resistir: o Caso Braskem”
Acontece nesta sexta-feira (18) a noite de autógrafos do livro “Poemas para Resistir: o Caso Braskem”, do escritor, cineasta, contista, poeta, documentarista, teatrólogo e ativista social Carlos Pronzato.
A antologia é composta por 20 poemas escritos durante e depois das gravações do documentário “A Braskem passou por aqui, a catástrofe de Maceió” entre junho e dezembro de 2021, dirigido pelo mesmo autor do livro e de enorme repercussão nacional. O DVD deste documentário de 80 minutos integra também o livro.

Capa do livro
O evento acontece a partir das 18 horas, no Café da Linda, no Teatro Deodoro, em Maceió.
“O documentário, em pouco tempo, se transformou numa contundente arma de luta nas mãos dos moradores dos bairros atingidos e população em geral e motivo de assombração e indignação no resto do país. Da mesma forma, espero que este pequeno livro, que agora estará nas mãos de várias pessoas, tenha o mesmo destino e possa refletir a repulsa, o desespero e a firme decisão das vítimas de não abandonar a luta contra a empresa que provocou o maior desastre socioambiental em curso no mundo”, pondera Pronzato.
Em resumo, os poemas do livro abordam o maior crime socioambiental em curso no município de Maceió, que condenou cinco bairros na capital alagoana pelo afundamento do solo. Tendo atingido quase 70.000 pessoas, 4.500 negócios e 30.000 empregos. A empresa Braskem explora minas de sal gema há mais de quatro décadas em 35 minas a cerca de 1.200 metros de profundidade. Os desabamentos das minas ocorrem há mais de dez anos.
Comentários sobre o livro:
“Quero convidá-los a se alimentar de sonhos e esperanças renovadas na leitura destes 20 poemas” – Pastor Wellington, da Igreja Batista do Pinheiro.
“Carlos Pronzato absorveu o amor e a dor das Alagoas como poucos “estrangeiros” o fizeram” – Geraldo Marques, ambientalista e referente principal na luta contra a Braskem, o primeiro em denunciar as subsidências.
“Eis aqui a síntese da dor e da resistência” – Regla Toujaguez, geóloga.
“A poesia de Carlos Pronzato traduz o que não conseguimos mais verbalizar em palavras” – Alexandre Sampaio, empresário e coordenador do MUVB.
“Este livro de poemas tenta suavizar a dor das vítimas da Braskem” – Abel Galindo, engenheiro.
Sobre o autor:
Carlos Pronzato é escritor, cineasta, contista, poeta, documentarista, teatrólogo e ativista social, formado em direção teatral pela Universidade Federal da Bahia (UFBA, 1993) com pós-graduação/especialização em Teoria do teatro pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 2002). Segundo ele, o Teatro e a Literatura compartilham o “amor livre” com o Cinema e mais especificamente pelo documentário.
Em 22 anos de carreira, Pronzato dirigiu mais de 80 documentários sociopolíticos – sua filmografia é tão prolífica que até fica difícil listar com precisão o número de produções executadas por ele. A paixão pelo audiovisual está em seu dna, seu pai Victor Pronzato – que como artista, adotou o nome profissional de Victor Proncet era roteirista, ator, escritor e compositor. Um dos trabalhos mais conhecidos de Victor é o longa-metragem argentino “Os Traidores” (1973).
Denunciar tragédias sociais, dilemas, omissões, negligências, contrastes e dramas da América Latina, esse é o norte cinematográfico do documentarista argentino Carlos Pronzato, radicado no Brasil. Pronzato é um documentarista perspicaz na construção de narrativas, no detalhamento dos registros captados em campo e na elaboração do enredo, esses detalhes são nítidos em seus trabalhos – ele é sublime na abordagem de um tema esquecido ou pouco divulgado.
No Brasil, Pronzato dirigiu uma série de documentários denunciando vários acontecimentos sociais e políticos em grande destaque na imprensa nacional. Entre os temas sociais podemos citar: a tragédia de Brumadinho, o apagão no Amapá, a destruição da Braskem em Maceió e a construção de uma estação elevatória de esgoto (EEE) na Área de Proteção Ambiental das Lagoas e Dunas do Abaeté.
Confira alguns poemas cedidos pelo autor:
Resistência 1:
O que afunda
Não é uma casa
Paredes
Azulejos
Janelas tampadas com cimento
Portas fechadas
Pela última vez
O que afunda
Não é uma Escola
Um Hospital
O campo de treinos
Do CSA
Tijolos infinitos
Como lágrimas de sal
O que afunda
É a luz
Do quarto das crianças
As flores que ficaram
Os gatos perdidos
No silêncio do bairro
O que afunda
Somos nós
Um tremor de angústia
No fio da navalha
Nossas vidas
Nas cavernas subterrâneas
Uma larga rachadura
No subsolo da alma.
Resistência 5:
A Braskem me suicidou
Um punhal de sal-gema
Subiu desde a cratera
E estrangulou a minha voz
Agora tudo é dela
Assinei a tal da “indemnização”
O saque legal
De qualquer mineração
Antes de morrer
Eu era
O sentimento acumulado da revolta
Um grito de pedra
Entalhado na garganta
O clamor de 60.000 pessoas
Expulsas das suas casas
Era também o meu
Mas não resisti
À armadilha judicial
À omissão do MPF
À inoperância do Governo
Não resisti
Ao cerco assassino
Das Instituições
Que a Braskem comprou
Morri
Dizem que é suicídio
Mas a Braskem
O Estado
E principalmente
O silencio de Maceió
Me mataram
Sem dor
Preço e venda:
Investimento: R$ 40,00 (para quem é de Maceió e retira no dia do lançamento) e R$ 40,00 + R$ 10,00 de frete (para outros estados). Edição limitada! Garanta já o seu exemplar!
Banco do Brasil – Carlos Pronzato
Agência: 0346-8
Conta Corrente: 222.567-0
Ou Pix: 71993459952 (telefone) – Tadeusz Pronzato
CONTATOS PARA PRÉ VENDAS:
Carlos Pronzato: WhatsApp 21 97995 7981 / e-mail: [email protected] / Facebook, Instagram e canal de YouTube: Carlos Pronzato
Catálogo completo de filmes e livros: www.lamestizaaudiovisual.com.br
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