Geral
Tudo orquestrado: Agenor Leôncio com um pé na vice do imperador
Para quem conhece as entrelinhas da política de Palmeira dos Índios, percebeu hoje pela manhã (22) no programa Balanço Geral do radialista Anselmo Robério – que a composição eleitoral da atual gestão está sacramentada.
Será o prefeito Julio Cezar, o imperador e mais 7 ou 8 vereadores de sua base contra tudo e todos. Até contra a opinião pública.
Hoje, a Câmara (12 vereadores – ausentes Toninho Garrote, Joelma Toledo e Fábio Targino) votou um projeto de lei que altera o desconto de previdência dos servidores públicos de Palmeira dos Índios para 14%.
O projeto – ressalve-se é legal, pois é uma imposição do governo Bolsonaro aos Estados e Municípios – mas sacrifica os servidores públicos municipais.
E poderia ser votado em outra data – até o dia 31 julho deste ano, mas o prefeito Julio Cezar (PSB) é fã do Presidente da República Jair Bolsonaro (votou nele e votará de novo, segundo declaração em redes sociais) e resolveu antecipar em 3 meses o bote no bolso do servidor público municipal.
A opinião pública (em ampla maioria nas redes sociais) foi para o lixo, por que o que vale é a decisão do imperador palmeirense.

Agenor Leôncio que aumentou o salário dos vereadores para 2021 se diz “vítima” da imprensa
Chorando pitangas
No programa de rádio – após a sessão – três corajosos vereadores foram justificar o voto imposto por Bolsonaro e seu pupilo Julio Cezar ao servidor municipal.
Entre eles, o atual presidente da Câmara Agenor Leôncio (PSB) que após ter enfrentado a repercussão – se disse vítima da imprensa e foi alçado pelos edis à condição de futuro vice-prefeito.
Há uns dias atrás “levou no bico” a informação de que estava pleiteando a posição para não afastar o atual vice-prefeito do grupo. Mas após o escândalo da semana anterior com troca de farpas via redes sociais entre o prefeito e uma tia do vice-prefeito a coisa azedou para o atual.
Já a vitimização do presidente da Câmara é pertinente, pois está desgastado após as últimas decisões tomadas naquela Casa em plena pandemia, como a da implantação do “trem da alegria”, o aumento salarial para 2021 dos vereadores que compromete eleitoralmente seu projeto de reeleição.
Para Agenor, resta o poder de “convencimento” dos outros colegas de parlamento para exigir do imperador o seu nome ao cargo de vice-prefeito na chapa a reeleição de Julio Cezar.
Os dois edis enalteceram o nome de Agenor para o cargo de vice – mas nenhum deles confirmou se isso será levado ao cabo e ao fim. O próprio Agenor desconversou e deixou o futuro anúncio para o prefeito.
Mas a fumaça já começou a sair pela chaminé e provavelmente o nome do presidente da Câmara terá o “aceite” do imperador, que descartou humilhantemente Márcio Henrique (Cidadania) e “queimou antes da largada” o nome do sogro Carlos Roberto Rocha (PT).
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