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Delegacia Interativa ganha seção exclusiva para denúncias da Lei Maria da Penha
Novas funcionalidades garantem mais comodidade e segurança às mulheres vítimas de violência e viabilizam boletins para localizar pessoas desaparecidas
A luta pelo fim da violência contra a mulher ganhou mais um aliado. O Instituto de Tecnologia em Informática e Informação (Itec) desenvolveu novos módulos para o sistema Delegacia Interativa da Polícia Civil (PCAL), dentre eles um específico para denúncias relativas à Lei Maria da Penha, trazendo mais comodidade e segurança às mulheres vítimas de violência.
“As mulheres que sofreram calúnia, difamação, injuria ou ameaça terão à disposição, via Delegacia Interativa, uma lista das delegacias especiais de atendimento à mulher, uma rede de apoio virtual com atendimento e boletim que será recebido nas delegacias especiais da mulher. Somente em casos de violência física é que a vítima precisará ir a uma delegacia física, porém não mais nesses quatro tipos de crimes” explicou Tyago Goulart, analista desenvolvedor do Itec.
Além do módulo Lei Maria da Penha, também são novidades as modalidades de encontro e desaparecimento de pessoas. De acordo com Sálvio Marinho, coordenador de estatística e análise criminal da polícia civil, os índices de utilização do Sistema pelos alagoanos só aumentam a cada nova funcionalidade.
“Nós não fechamos ainda números oficiais, mas já temos uma estimativa de que até o final desse segundo semestre, a média parcial/dia de acesso à Delegacia é de 104 acessos e a média parcial/mês é de 3.104 acessos. Com certeza esse número vai aumentar exponencialmente com essas novas funcionalidades. Nós da Polícia Civil só temos gratidão pelo apoio da equipe do Itec, desde o presidente Luciano Júnior, ao gerente de desenvolvimento Paulo Coutinho e os desenvolvedores que são imprescindíveis, tanto no aperfeiçoamento como manutenção do Delegacia Interativa” disse Sálvio Marinho.
“O Delegacia Interativa é um projeto que a cada funcionalidade vai tomando mais dimensões e abrangendo muitos aspectos de segurança pública, e isso envolve o apoio de mais gente além de PCAL e Itec, inclusive do Gabinete Civil, na pessoa da coordenadora de Governança Poliana Santana, do secretário de Segurança Pública, o Cel. Lima Júnior e do delegado-geral da PCAL, Paulo Cerqueira, sem eles seria tudo mais difícil” finalizou o coordenador.
O registro feito via Sistema é reconhecido da mesma forma que o presencial, pois há uma equipe de agentes de polícia, escrivães e delegados que estão à frente da Delegacia Interativa e fazem análise, percebem o que é relevante ou não, se tem alguma inconsistência no cadastro da pessoa ou do relato que ela coloca. Caso haja, essa pessoa é chamada de forma presencial para fazer o registro. Outro trabalho feito, por exemplo, é quando a natureza do crime relatado pela pessoa não condiz com a que ela sofreu, então a equipe precisa fazer a adequação da natureza criminal.
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