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Black Friday tem 60% a mais de deslocamento que outras sextas-feiras
O deslocamento de pessoas para lojas físicas durante a Black Friday foi 60% maior do que em outras sextas-feiras comuns de 2018, apontou um levantamento feito pelo aplicativo de navegação Waze.
Para chegar à conclusão, o Waze analisou o comportamento de seus usuários ativos no dia da Black Friday 2018 e comparou com outras sextas-feiras do mesmo ano, pois o último dia útil da semana é o que normalmente já apresenta uma maior movimentação em relação aos outros.
Somente em São Paulo, o número de usuários ativos no ano era de 4,4 milhões; e no Rio de Janeiro, 1 milhão.
Na base de dados do Waze, não há distinção entre os consumidores de fato e entregadores ou motoristas de aplicativo. Mas, segundo explicou a gerente de Desenvolvimento de Vendas para o Brasil, Bianca Waclawek, a categoria que se encaixa como “profissionais” representa menos de menos de 5% da base de usuários.
Além disso, o fluxo de navegação para lojas físicas foi 29% maior em 2018, em comparação com o mesmo período de 2017. O grande destaque ficou para as lojas de departamento, cujo crescimento de deslocamento foi de 116% em 2018 em comparação com 2017.
Em segundo lugar, ficaram os supermercados (70%), cujo pico de deslocamento no ano se deu justamente na Black Friday. Já os shoppings ficaram em terceiro (63%) – a Black Friday é a segunda data que mais carrega clientes para esses centros comerciais, perdendo apenas para o Natal.
A tendência é que os consumidores saiam mais de casa para comprar produtos. Segundo uma pesquisa de tendências para a Black Friday 2019 do Google, esta é a edição em que o número de compradores em lojas físicas deve praticamente se igualar ao online, em uma crescente que vem desde pelo menos 2017.
A mudança de comportamento se dá, especialmente, pelos consumidores omnichannel – que compram online e passam para retirar na loja ou o contrário, que passam na loja para testar um produto e depois compram pela internet.
Entre as razões que levam as pessoas a deixarem de comprar online em 2018, ainda de acordo com o levantamento do Google, foram o valor do frete (48%), segurança (22%), possibilidade de testar e ver o produto (20%) e tempo de espera (18%).
Autor: Érika Motoda
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