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Greve dos metroviários volta a causar transtorno aos paulistanos
A cidade de São Paulo vive um verdadeiro caos hoje (6) em razão da greve dos metroviários que entrou em seu segundo dia. Apenas uma das cinco linhas do Metrô funcionava normalmente no começo do dia: a via amarela operada pelo setor privado na ligação entre a Estação da Luz e a zona sul. Por volta das 5h30, começaram a circular os trens da Linha 5 Lilás, entre o Capão Redondo e o Largo Treze, na zona sul.
Só duas horas mais tarde é que os usuários puderam acessar, parcialmente, esse meio de transporte nas demais linhas: a 1 Azul, entre as estações Paraíso e Luz; a Linha 2 Verde, entre as estações Paraíso e Clínicas e a Linha 3 Vermelha entre as estações Bresser e Santa Cecília.
Segundo a companhia do Metrô, houve piquetes nas estações Ana Rosa, na zona sul e Bresser, na zona leste, para impedir a entrada de funcionários que não estavam aderindo ao movimento. A Polícia Militar foi acionada para dispersar os manifestantes.
Mais uma vez a prefeitura decidiu suspender o rodízio de veículos. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) às 8h havia 133 quilômetros de vias congestionadas.
Em algumas regiões, a alternativa foi recorrer aos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) que opera com intervalo reduzido. Há, porém, um bloqueio na Estação Corinthians-Itaquera, Linha 11 Coral, onde os acessos são compartilhados com o Metrô da Linha 3 Vermelha. Segundo a CPTM, na integração com a Linha 4 Amarela, nas estações Pinheiros e Luz, foi adotado um controle do fluxo de pessoas nos pontos mais movimentados.
A empresa informou ainda que solicitou a mudança de itinerário dos ônibus com destino à Corinthians-Itaquera, para redistribuir os coletivos nas demais estações e evitar aglomerações.
A São Paulo Transporte (SPTrans) informou que a exemplo de ontem (5) foi reforçada a frota de ônibus do Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese).
Os metroviários reivindicam aumento salarial de 16,5%. Ontem, em nova tentativa de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), eles rejeitaram a oferta de 8,7%
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