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Emprego e renda: obras do Canal do Sertão dão trabalho a 2 mil operários
Em operação há um ano e levando água por 65 km de extensão, o Canal do Sertão – junto a três novas grandes adutoras – vai beneficiar 1 milhão de pessoas, em 46 cidades e 350 comunidades do semiárido alagoano. Com início na cidade de Delmiro Gouveia, o Canal do Sertão também atende a uma demanda importante no estado: gera renda para pessoas que estavam desempregadas e comemoram a oportunidade de trabalhar na obra.
É o caso dos alagoanos Alexsandro Pereira de Lima, 34 anos, que nasceu e vive em Pariconha, no Sertão do estado, e José Carlos Ferreira, 28 anos, que mora na cidade de Girau do Ponciano, no Agreste de Alagoas. Eles fazem parte dos 2 mil operários que hoje estão trabalhando nas obras do Canal do Sertão.
Casado e com filhos, o sertanejo Alexsandro Pereira conseguiu emprego na construção da Estação de Tratamento de Água (ETA) em Delmiro Gouveia, enquanto que José Carlos Ferreira, solteiro, é encarregado da Limpeza em um trecho das obras da Adutora do Agreste, em Arapiraca.
“Passei tanto tempo procurando emprego que nem sei te dizer ao certo. Mas depois que soube da obra do Canal do Sertão, corri para entregar currículo e, graças a Deus e às indicações positivas que eu tive para a vaga, fui um dos selecionados para trabalhar como encarregado de Carpintaria”, declarou Alexsandro Pereira. “Agora, tenho a segurança de todo fim de mês receber meu salário e cuidar da minha família”.
O pensamento de José Carlos Ferreira não é diferente. “A gente roda bastante para poder arranjar emprego. Até que aparece alguma coisa, mas muitos empregadores não querem assinar carteira e pagam pouco. Aqui na Adutora do Agreste, o emprego é certo até o fim da construção, tudo certinho. Me sinto bastante contente porque estou podendo organizar minha vida e ajudar minha mãe”, comemorou o trabalhador da construção civil.
A vida perto da família – Apesar de ter nascido na cidade de Paulo Afonso (BA), Jair Costa Góes, de 41 anos, se sente como se fosse alagoano de nascença. Encarregado de Armação na ETA de Delmiro Gouveia, ele conta que mora na cidade há 25 anos, desde quando acompanhou os pais que vieram para o lado de cá da divisa.
“Não estava desempregado, mas trabalhar em obra quase sempre significa viver fora de casa, longe da família. Isso aconteceu muito comigo. Hoje, tenho a oportunidade de trabalhar em casa, porque moro em Delmiro Gouveia há 25 anos e me sinto um alagoano”, conta Jair. “A obra do Canal do Sertão tem empregado muita gente e gerado renda, principalmente para os alagoanos”, disse.
O ex-secretário de Infraestrutura Marco Fireman, que é presidente do PSDB Maceió, confirma que foi uma determinação empregar o máximo de alagoanos em todas as obras nos últimos sete anos. “Conversamos com as construtoras para que dessem preferência à contratação de alagoanos, respeitando a aptidão de cada um para as funções. Assim, geramos mais renda no estado”, disse Fireman.
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