Geral

Congresso: Jornalismo acadêmico e prático são discutidos no painel 2

04/04/2014
Congresso: Jornalismo acadêmico e prático são discutidos no painel 2

 03YM RAIMUNDO (2)   O segundo painel do 36º Congresso Nacional dos Jornalistas tratou, nesta quinta-feira (3), do tema “Jornalismo em crise ou a crise do mau jornalismo?”, a partir da ótica de dois veteranos profissionais: o professor e pesquisador Eduardo Meditsch, que falou sobre “O velho novo jornalismo” e Raimundo Pereira, que ministrou palestra sobre a “A necessidade de um jornalismo de qualidade”. E foi a junção da ampla experiência acadêmica de Meditsch com os anos de militância de Raimundo no jornalismo que fizeram o diferencial desse painel, onde se discutiu tanto o lado do acadêmico quanto a parte prática da profissão.
“Jornalismo é uma ação que precisa da política”, afirmou Raimundo Pereira, considerado um profissional símbolo de resistência contra a ditadura militar. Diretor e supervisor editorial da Revista Retrato do Brasil, ele destacou as dificuldades que a imprensa popular enfrenta para sobreviver nos dias de hoje. Para ele, o jornalismo precisa do relacionamento político para sobreviver, e vice-versa.
“Sempre fui do movimento da imprensa popular, e para os nossos informativos sobreviverem era necessário uma mobilização de todos os envolvidos. Esse tipo de informativo precisa existir, pois ele é a resistência na luta contra a classe dominante. Estar junto do povo sempre foi importante para nossa visibilidade e para qualquer outro movimento alternativo”, declarou Raimundo.
Eduardo Meditsch falou muito da forma como as universidades e o sistema educacional brasileiro tratam as suas diretrizes curriculares, e teceu algumas criticas. “Sobre as nossas diretrizes, destaco três pontos para analisarmos. O primeiro é ao MEC (Ministério da Educação), que resolveu limitar nas universidades alguns cursos que poderiam existir. O outro é sobre o distanciamento entre a teoria e a prática, e isso deve ser destacado nas universidades. E por fim, temos que repensar sobre as diretrizes curriculares de nossas academias”, disse Eduardo.