Geral
Diretora do HGE fala sobre cartão SUS e avanços no hospital durante entrevista à imprensa
“O cartão SUS é referência não só para o atendimento no HGE, mas também em toda rede de saúde”, falou a médica e diretora do Hospital Geral do Estado (HGE), Verônica Omena, em entrevista no programa Gazeta Manhã, com Jeferson Morais. De acordo com a diretora, os profissionais da unidade hospitalar vêm recomendando aos usuários que já cheguem ao HGE munidos do cartão o que tem contribuído com a celeridade do atendimento prestado.
“Quando nosso usuário já possui o cartão, o fluxo acontece de forma mais ordenada e com mais agilidade. Nos casos daqueles que não possuam ou venham sem o documento, o cartão poderá ser feito no hospital, mas acarretará uma relativa demora no atendimento”, explicou.
Na ocasião, Jeferson Morais citou avanços no hospital observados em recente visita da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa. Segundo ele, o HGE tem conseguido melhorias importantes para a saúde alagoana, como a regulação de leitos que vem agilizando as transferências de pacientes e diminuindo o fluxo nos corredores.
“Na visita da comissão, apenas cinco pacientes se encontravam nos corredores do hospital. O fluxo de pacientes vem funcionando bem, percebe-se pela diminuição de atendimentos nos corredores”, disse. Na oportunidade, a médica esclareceu como funciona o atendimento através do protocolo de Manchester e reafirmou que a diminuição de pacientes nos corredores deve-se as transferências que vem sendo realizadas através de regulação, além do auxílio da nova ala Irmã Dulce.
Ainda durante a entrevista no programa, Verônica Omena explicou como funciona o modelo do Protocolo de Manchester, que utiliza as cores para a classificação dos pacientes, identificando as prioridades clínicas de forma objetiva. Dessa forma, o sistema facilita a compreensão do paciente quanto ao tempo de espera em cada caso.
“O protocolo trabalha com determinantes, associados a tempos de espera simbolizados por cores. A cor vermelha (o minutos) simboliza “emergência”, para a qual os pacientes devem ser encaminhados em casos em que eles necessitam de atendimento imediato; a cor laranja (até 10 minutos) representa “muito urgente”, quando o atendimento deve ser realizado o mais prontamente possível; e a cor amarela (até 60 minutos) se refere a “urgente”, quando o paciente precisa de avaliação e possui condições clínicas para aguardar”, mencionou. Ela disse também que é utilizada a cor verde (pouco urgente) e azul (não urgente) que não tem prioridade de atendimento no Hospital Geral, mas os pacientes são atendidos e encaminhados de acordo com cada caso.
“Como a implantação do protocolo envolve as unidades de saúde de urgência e emergência, é preciso o entendimento compartilhado dos pontos de atenção para garantir uma assistência eficaz e no menor tempo possível. Nesse sentido, os pacientes são encaminhados para Ambulatórios 24 Horas, Pronto Atendimento, Unidades Básicas de Saúde ou Ambulatórios de Especialidades”, afirmou a médica.
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