Finanças
Vigilância Sanitária de SP reforça alerta e orienta consumidores a não usar produtos suspeitos da Ypê, mesmo após recurso da empresa à Anvisa
Órgão afirma que avaliação técnica sobre risco sanitário segue inalterada; consumidores devem evitar lotes afetados e acionar SAC da empresa
O Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo (CVS) reforçou, neste sábado, a orientação para que os consumidores não usem da Ypê incluída na medida da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em posicionamento enviado ao GLOBO, o órgão explica que o alerta continua valendo mesmo após a empresa apresentar recurso que suspendeu temporariamente os efeitos da decisão da agência.
Ypê:
Produtos contaminados:
Na prática, a proibição de fabricar e vender parte dos produtos foi suspensa até nova análise da Anvisa. Mas, do ponto de vista sanitário, permanece a recomendação: quem tiver em casa itens dos lotes afetados deve evitar o uso.
“A avaliação técnica sobre o risco sanitário permanece mantido”, afirmou o Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo (CVS), em nota.
O órgão acrescentou que o recurso apresentado pela empresa “segue o rito previsto na legislação vigente e será comprovado pela Anvisa, sem alteração, até o momento, a avaliação de corrente da fiscalização”.
Ou seja, embora a discussão regulatória siga em andamento, o entendimento técnico sobre o risco não mudou.
"A recomendação aos consumidores é que não utilizem os produtos indicados na medida sanitária, que abrangem lava-loiças, sabão líquido para roupas e desinfetantes de lotes específicos da marca. Quem tiver esses produtos em casa deve acionar o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para receber orientações e disposições cabíveis", diz a nota do CVS-SP.
Supermercados e estabelecimentos similares também foram orientados a separar os lotes afetados e não colocá-los à venda.
O que causou o alerta sanitário?
Segundo a Vigilância Sanitária Paulista, a atuação dos órgãos de controle e correção de avaliação realizada na fábrica da Ypê na última semana.
O acompanhamento do caso segue em conjunto com a Anvisa e a Vigilância Sanitária do município de Amparo, com foco nas medidas de readequação e regularização apresentadas pela empresa.
Na quinta-feira, a Anvisa informou que produtos de lotes encerrados em 1 apresentam risco sanitário. A decisão foi tomada após inspeção conjunta realizada com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP) e a Vigilância Sanitária de Amparo (Visa-Amparo) entre 27 e 30 de abril.
Segundo a agência, foram constatados "descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo, o que inclui falhas nos sistemas de garantia de qualidade, produção e controle de qualidade".
Essas falhas, ainda de acordo com a Anvisa, “indicam risco à segurança sanitária dos produtos, com possibilidade de ocorrência de contaminação microbiológica, ou seja, presença indesejada de microrganismos patogênicos”.
O histórico de preocupação sanitária remonta a novembro do ano passado, quando foi contaminado por Pseudomonas aeruginosa, bactéria que oferece risco principalmente a pessoas com baixa imunidade.
Recurso suspenso do efeito da resolução, mas não recomendado
A Ypê interpôs recurso contra a Resolução 1.834/2026, que determinava o recolhimento de parte de seus produtos. Com isso, a classificação de fabricar e comercializar itens das categorias lava-louças, lava-louças concentradas, lava-roupas líquidas e desinfetantes teve efeito suspenso automaticamente até nova análise da agência.
“Como a empresa apresentou recurso contra a Resolução 1.834/2026, as ações determinadas pela Anvisa estão sob efeito suspensivo até o julgamento pela Diretoria Colegiada da Anvisa, previstas para ocorrer nos próximos dias. Mesmo com o efeito suspensivo, a Anvisa recomenda que os consumidores não utilizem os produtos indicados, por segurança”, explicou a Anvisa.
O próprio Ypê informou que “continuará em diálogo constante e permanente com a Anvisa e demais autoridades”.
Em nota, acrescentou: "A Ypê informação que apresentou na data de ontem um recurso apresentado à Anvisa, com o objetivo de (...) apresentar esclarecimentos adicionais e subsídios técnicos relacionados à Resolução-RE n. 1.834/2026, publicada ontem. Com este recurso, a concessão de fabricar e comercializar produtos das categorias lava-louças, lava-louças concentradas, lava-roupas líquidas e desinfetantes teve seus efeitos automaticamente até novo pronunciamento da agência, tal como dispõe o art. 17 da RDC n.º 266/2019/Anvisa”.
Enquanto o impasse regulatório segue, os supermercados já começaram a retirar produtos da Ypê das prateleiras, .
Em estabelecimentos como Mundial e Super Market, no Bairro de Fátima, no Rio de Janeiro, os espaços antes ocupados pela marca vêm sendo preenchidos por concorrentes, enquanto os consumidores se relacionam com dificuldade para conseguir atendimento no SAC da empresa para orientações sobre recolhimento dos itens.
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