Finanças
Desenrola 2.0: quem pode aderir ao programa e a partir de quando?
Iniciativa será focada em inadimplência no cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal
O novo Desenrola Brasil começa nesta terça-feira (5), com o objetivo de facilitar a renegociação de dívidas para quem recebe até cinco salários mínimos (R$ 8.105). A iniciativa busca reduzir o comprometimento da renda das famílias com o pagamento de prestações aos bancos.
De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que detalhou o programa assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira, o desconto médio oferecido será de 65% sobre o valor das dívidas.
O que prevê o programa?
O Desenrola 2.0 será voltado para renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal não consignado e débitos do Fies.
Na renegociação, os juros serão limitados a 1,99% ao mês, e os descontos podem variar de 30% a 90% do valor original da dívida.
Uso do FGTS: será possível sacar até 20% do saldo do FGTS para abater parte do saldo devedor.
Limite de renda
O programa é destinado a pessoas que ganham até cinco salários mínimos (R$ 8.105).
Período de adesão
O Desenrola 2.0 estará disponível para adesão a partir desta terça-feira e deve permanecer aberto por três meses.
Como negociar
Diferentemente da versão anterior, as renegociações serão feitas diretamente no banco onde o cliente possui dívidas, sem necessidade de acessar uma plataforma digital específica.
A expectativa é que haja uma carência de até um mês para quitar a primeira parcela, período em que deve ocorrer a "limpeza do nome" do cliente nos cadastros de inadimplência.
O prazo para pagamento das dívidas renegociadas será de até quatro anos.
Restrições para apostas
Quem aderir ao novo Desenrola ficará impedido de apostar em sites de apostas (bets) por um ano, conforme anunciado pelo presidente Lula em 1º de maio, Dia do Trabalhador.
Balanço da primeira versão
Em 2023, a primeira edição do programa beneficiou mais de 15 milhões de pessoas, permitindo a negociação de R$ 53 bilhões em dívidas de diversos setores e contribuindo para a redução do endividamento.
O governo avalia que, apesar dos resultados positivos na economia e no mercado de trabalho, a popularidade do presidente Lula não cresceu, pois grande parte do orçamento das famílias segue comprometida com dívidas. Segundo o Banco Central, quase 30% (29,7%) da renda dos brasileiros é destinada ao pagamento de dívidas, o maior índice desde 2005.
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