Finanças

Governadora do DF se reúne com Galípolo e afirma que solução técnica para o BRB está em andamento

Encontro foi solicitado por Celina Leão, que esteve acompanhada do presidente do BRB, Nelson de Souza

Agência O Globo - 30/04/2026
Governadora do DF se reúne com Galípolo e afirma que solução técnica para o BRB está em andamento
Gabriel Galípolo - Foto: Reprodução

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou que está em busca de uma solução técnica para o Banco de Brasília (BRB). Após reunião com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, Celina garantiu que o banco não será liquidado.

“Já estamos encaminhando uma solução técnica para o problema do BRB. Está sendo resolvido e a solução é técnica”, afirmou a governadora, acrescentando:

“Não posso dar detalhes de uma reunião que foi técnica. O que posso dizer é que temos uma solução técnica para este momento. Portanto, não haverá nenhum problema de liquidação.”

A reunião com o BC foi solicitada por Celina Leão, que também aguarda resposta ao pedido de audiência com o presidente Lula para tratar da capitalização do BRB.

A direção do banco, controlado pelo governo do Distrito Federal, corre contra o tempo para conseguir um aporte de capital e cobrir o prejuízo registrado no balanço devido às operações com o banco Master. A principal alternativa em análise é um empréstimo de R$ 6,6 bilhões, que viria do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e de um grupo de bancos.

A governadora pretende solicitar a intervenção do presidente Lula para que o Tesouro Nacional dê aval à operação, o que permitiria condições mais vantajosas de juros e prazo para o pagamento do empréstimo.

Celina Leão também informou que a Secretaria de Fazenda e o BRB estão preparando a documentação exigida pelo Tesouro Nacional para análise do pedido.

A deterioração da situação do BRB ocorreu após a compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do banco Master, transação marcada por indícios de fraudes durante a gestão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Parte dos ativos foi substituída pelo próprio Master, mas as projeções indicam que cerca de R$ 6 bilhões correspondem a títulos de difícil recebimento.