Finanças
Governo prepara medida para aliviar impacto da 'taxa das blusinhas', afirma Lula
Revogação do imposto é defendida por ala política do governo, que aposta em aumento de popularidade
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (14) que o governo anunciou uma medida para amenizar o aumento de preços provocado pela chamada “taxa das blusinhas” , cobrada sobre produtos adquiridos em compras online.
Em entrevista concedida aos veículos 247, Revista Fórum e DCM, Lula foi questionado sobre uma possível revisão da taxa. O presidente adiantou que há um plano em andamento, mas que o anúncio oficial será feito apenas quando todos os detalhes estiverem definidos.
— Eu só não posso anunciar o que vamos fazer (sobre a taxa das blusinhas), porque temos um plano de trabalho, e ainda vamos fazer o anúncio, e só vamos fazer isso quando estiver tudo pronto, porque ao anunciar vai demorar 40 dias para entrar em vigor — explicou Lula.
Desde 2024, após aprovação de projeto no Congresso Nacional, passou a ser cobrada uma alíquota de 20% sobre importações de até US$ 50. Lula destacou que, embora o governo tenha apoiado o projeto à época, ele pessoalmente não concordou com a medida.
— O Congresso aprovou, sob pressão do comércio varejista de São Paulo, Rio de Janeiro, as lojas mais organizadas fizeram uma pressão, o que foi um absurdo. Nós concordamos com o Congresso, mas eu acabei prejudicando o aumento das blusinhas, porque são compras muito pequenas, de R$ 20, R$ 70, que não têm nada muito significativo, mas as pessoas de baixo poder aquisitivo compravam aquilo e ainda compram, eu sei do prejuízo para esses cidadãos — afirmou o presidente.
Como já noticiado pelo EXTRA, o governo voltou a analisar a possibilidade de revogar um imposto. O movimento é liderado pela política do Planalto, especialmente pelo ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação da Presidência, que mira a popularidade do governo às vésperas da eleição presidencial.
Renegociação de dívidas
Durante uma entrevista, Lula também revelou que o governo estudantil inclui medidas para aliviar dívidas contraídas por meio do financiamento estudantil em um programa mais amplo que está sendo elaborado.
— A ideia básica é poder fazer com que sobre alguma coisa para o povo brasileiro. A gente não tinha planejado o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) na primeira reunião, mas, mais uma vez, o pessoal do Fies está devendo, então a gente vai ter que colocar também como a gente vai aliviar a conta do cara que fez um crédito para estudar e está com dificuldade de pagar — explicou Lula.
O governo trabalha para definir o formato do programa de renegociação de dívidas nas próximas semanas, com o objetivo de anunciar o benefício até o fim de abril, para que já esteja em vigor em maio, aproveitando a simbologia do Dia do Trabalhador.
Segundo fontes do Ministério da Fazenda, o prazo previsto para a renegociação das dívidas de brasileiros inadimplentes será de três meses. O alvo público deve ser formado por pessoas com renda de até cinco saldos mínimos, com débitos em cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia.
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