Finanças
Haddad critica especuladores por não reduzirem preço do diesel e cobra ação da ANP
Ministro da Fazenda destaca resistência de agentes do setor em baixar preços e governo anuncia medidas para garantir cumprimento da tabela do frete.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira que os “especuladores” ainda não baixaram o preço do diesel, mesmo após medidas do governo para conter os preços, e cobrou uma atuação mais eficaz da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Paralelamente, o governo federal prepara o anúncio de um pacote de medidas para fortalecer o cumprimento da tabela de preços mínimos do frete rodoviário, vigente desde 2018. Em publicação nas redes sociais, o ministro dos Transportes, Renan Filho, destacou que as empresas que descumprirem os valores estabelecidos passarão a ser “efetivamente responsabilizadas”.
As iniciativas ocorrem em um contexto de alta nos preços dos combustíveis, impulsionada pela Guerra do Irã, e diante da ameaça de uma possível paralisação dos caminhoneiros, insatisfeitos com o aumento do preço do diesel.
Segundo Renan Filho, a fiscalização foi intensificada nos últimos meses, tanto por meios eletrônicos quanto em operações de campo realizadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Apesar disso, o governo confirmou que as ações seguidas até o momento não foram suficientes para garantir o cumprimento integral da política.
A tabela de frete, criada pela Lei 13.703/2018 após a greve dos caminhoneiros, estabelece um valor mínimo a ser pago pelo transporte de cargas no país, buscando garantir salários básicos aos motoristas e evitar concorrência predatória no setor.
O ministro dos Transportes informou ainda que o governo pretende modificar o modelo atual, considerado de “baixa efetividade”, para um sistema com maior capacidade de fiscalização e proteção. A proposta prevê responsabilizar não apenas os transportadores, mas também os contratantes e controladores das empresas envolvidas em irregularidades.
O objetivo, segundo Renan Filho, é adotar medidas que interrompam práticas ilegais, desestimulem a reincidência e corrijam distorções no mercado de transporte de cargas, garantindo “remuneração justa” aos caminhoneiros e maior eficiência logística.
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