Finanças
Taxa de condomínio já compromete mais de 50% do salário mínimo; veja valores por região
Condomínios com taxa baixa (abaixo de R$ 500) apresentam as maiores inadimplências, seguidos pelos de taxa média e, por último, pelos de taxa alta (acima de R$ 1 mil)
O valor médio do condomínio no Brasil alcançou R$ 828,13 em 2025. Esse montante corresponde a 54,6% do salário mínimo de 2024 (R$ 1.518) e, mesmo em relação ao piso atual de R$ 1.621, ainda representa 51,1% da renda básica nacional. Os dados são do Índice de Inadimplência Condominial da Superlógica, divulgados nesta quinta-feira (5).
Contraste regional
O peso da taxa condominial no orçamento familiar varia conforme a região do país. Os valores mais elevados estão no Nordeste (R$ 885,08), seguido pelo Norte (R$ 868,79) e pelo Sudeste (R$ 848,47) — todos acima da média nacional. Em contrapartida, o Sul apresenta o valor mais baixo (R$ 661,26), enquanto o Centro-Oeste registra uma média de R$ 735,64.
Durante o período analisado, a taxa de condomínio subiu mais que a inflação. Enquanto o IPCA fechou o ano em 4,26%, segundo o IBGE, o valor condominial aumentou 6,8%, avanço 59,6% superior à inflação oficial.
Apesar dos altos valores, a inadimplência condominial encerrou o ano em 6,28%, uma leve redução de 0,02 ponto percentual em relação a 2024. O maior índice foi registrado em junho (7,19%) e o menor, em dezembro (5,87%).
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