Finanças
Presidente do BRB detalha dificuldades e alerta para risco de paralisação sem aprovação de socorro
Nelson de Souza afirma que proposta não representa 'cheque em branco' e destaca impacto social do banco
O presidente do BRB, Nelson de Souza, alertou os deputados do Distrito Federal sobre o risco de paralisação das atividades do banco caso o projeto de socorro, apresentado pelo governo de Ibaneis Rocha (MDB), não seja aprovado pela Câmara Legislativa. Segundo Souza, a proposta não pode comprometer o pagamento de programas sociais, a entrega de medicamentos, as operações de crédito imobiliário e a concessão de empréstimos aos servidores do DF.
O projeto enviado pelo governo prevê alternativas para fortalecer o capital do banco diante dos prejuízos causados pelos ativos herdados do Banco Master, liquidado pelo Banco Central. Esses ativos foram adquiridos em troca de uma carteira de crédito suspeita de fraude, totalizando R$ 12,2 bilhões. O Banco Central estima, no entanto, que o BRB deva registrar um prejuízo de R$ 5 bilhões.
Dentre as medidas previstas, estão a autorização para transporte direto do GDF e a possibilidade de um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou a instituições financeiras. O governo também propõe a transferência de novos imóveis públicos para o banco, que poderão ser vendidos para promover o capital, integrados a um fundo imobiliário ou usados como garantia em empréstimos eventuais.
A capitalização anunciada pela administração do BRB depende da aprovação do projeto. A proposta, que será votada no dia 18, prevê o aumento do capital social em até R$ 8,8 bilhões, por meio da emissão de 1.675 bilhões de ações ordinárias.
No entanto, o projeto enfrenta resistência de deputados tanto da base quanto da oposição. Durante a apresentação, Nelson de Souza negou que a proposta fosse um “cheque em branco” para o governo. Segundo ele, o objetivo é criar instrumentos legais que garantam a sobrevivência do banco com estabilidade e solidez.
Souza reforçou que, sem a aprovação, o banco poderá ser obrigado a interromper suas operações sob o ponto de vista regulatório. Ele destacou possíveis impactos negativos para políticas públicas do Distrito Federal.
De acordo com o presidente do BRB, a paralisação poderia causar a interrupção imediata das transferências de renda de programas sociais, atingindo cerca de 400 mil beneficiários, além da suspensão da entrega de medicamentos de alto custo, da bilhetagem do transporte público do DF e das operações de crédito imobiliário, rural, para micro e pequenas empresas e servidores públicos distritais.
A reunião, iniciada pela manhã, deve se estender ao longo da tarde. Até às 13h, apenas quatro dos quinze deputados inscritos fizeram perguntas. Foi prevista uma segunda reunião exclusiva entre os parlamentares para discutir o encaminhamento do projeto, mas ela foi adiada para esta terça-feira.
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