Finanças
Toffoli deixa relatoria do caso Master após relatório da PF
Decisão ocorre após divulgação de relatório da Polícia Federal que cita o nome do ministro em investigação sobre o Banco Master.
O ministro Dias Toffoli decidiu deixar a relatoria do caso Master após reunião com colegas do Supremo Tribunal Federal (STF), realizada para apresentar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O documento menciona o nome do ministro.
A reunião, que começou por volta de 16h30 e terminou às 19h, foi retomada às 20h, segundo a assessoria do STF. Em nota assinada pelos demais dez ministros da Corte, foi informado: "A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo relator."
Após o envio do ofício da PF, foi aberto um pedido de suspeição contra Toffoli no STF. O ministro negou a suspeição e reiterou nota divulgada anteriormente, na qual afirmou que o pedido da PF se baseia em "ilações" e que a instituição não tem legitimidade para tal solicitação, por não ser parte no processo, conforme o artigo 145 do Código de Processo Civil.
O presidente do STF, Edson Fachin, encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR) e comunicou a resposta de Toffoli aos demais ministros. Durante a sessão de julgamentos, Fachin afirmou que haveria um "diálogo" entre os ministros para tratar do tema.
Em nota divulgada nesta quinta-feira, Toffoli admitiu ser sócio da empresa Maridt, que vendeu participação no resort Tayayá, no interior do Paraná, para um fundo gerido pelo cunhado de Daniel Vorcaro. O ministro declarou ter informado à Receita Federal os valores recebidos e negou ter recebido qualquer valor diretamente de Vorcaro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel.
Toffoli esclareceu que a Maridt integrou a administração do resort até fevereiro de 2025 e que ele se tornou relator do caso Master quando a empresa já não fazia mais parte do grupo Tayayá Ribeirão Claro. O ministro afirmou ainda que todas as operações foram realizadas a valor de mercado e que sua participação na empresa se limita ao recebimento de dividendos, sem exercer funções de gestão, prática permitida pela Lei Orgânica da Magistratura.
A empresa Maridt, de capital fechado e administrada por familiares do ministro, detinha parte das ações do resort Tayayá. Os irmãos de Toffoli, José Eugênio Dias Toffoli e o padre José Carlos Dias Toffoli, atuavam como executivos da empresa à época das aquisições das ações.
A saída da Maridt do grupo Tayayá Ribeirão Claro ocorreu em duas etapas: em setembro de 2021, parte das cotas foi vendida ao Fundo Arleen, de Fabiano Zettel, e, em fevereiro de 2025, o saldo remanescente foi alienado à empresa PHD Holding. Segundo Toffoli, todas as transações seguiram valores de mercado.
Mais lidas
-
1FESTIVIDADES
Existe feriado no carnaval? Como funciona para a empregada doméstica?
-
2TRABALHO
Calendário de 2026 concentra feriados em dias úteis e amplia impacto sobre a gestão do trabalho
-
3EDUCAÇÃO E VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL
Proposta reduz jornada de professores da educação básica para 30 horas semanais
-
4SERVIÇO
IPVA 2026 RJ: confira o calendário de vencimentos por final de placa
-
5LUTO NO SERTÃO
Ex-vice-prefeito Édson Magalhães morre atropelado em Santana do Ipanema; liderança marcou os últimos 20 anos na região