Finanças
Trump e Lula consolidam boa relação, afirma secretário do Tesouro dos EUA
Scott Bessent destaca avanço no diálogo entre os líderes durante evento do BTG Pactual em São Paulo
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta terça-feira (data não informada) que os presidentes Donald Trump (EUA) e Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil) estabeleceram uma boa relação após um início conturbado. Segundo Bessent, o atual contexto da América Latina é "empolgante" e há sinais claros de boa vontade por parte do governo brasileiro. As declarações foram dadas durante o CEO Conference Brasil 2026, promovido pelo BTG Pactual, em São Paulo.
“Acho que, depois de um começo conturbado, o presidente Trump e o presidente Lula estabeleceram uma boa relação. Por isso, considero que o que está acontecendo na América Latina é extremamente empolgante”, afirmou o secretário.
Bessent elogiou a postura do governo brasileiro: “Também notamos muita boa vontade por parte do governo brasileiro. É curioso porque o presidente Lula tem uma tradição de manter bons relacionamentos com presidentes republicanos nos Estados Unidos. E acho que agora estamos no tom certo com o presidente Trump. Acredito que, nos próximos meses, haverá alguma delegação de empresários brasileiros e representantes do governo visitando o presidente Trump, com o presidente Lula, e acho que isso pode ser marcante”.
O secretário do Tesouro destacou ainda que enxerga uma oportunidade geracional na América Latina e ressaltou o foco dos Estados Unidos no eixo norte-sul. Ele fez críticas à administração democrata de Barack Obama, alegando que o governo perdeu uma “oportunidade épica” ao ignorar países que buscavam adotar políticas mais favoráveis.
Sobre a China, Bessent avaliou que a relação entre os dois países está em um “lugar muito confortável”: “Vamos ser rivais, mas queremos que a rivalidade seja justa. Não queremos nos desvincular da China, mas precisamos reduzir riscos”.
Ele detalhou duas iniciativas americanas no âmbito do G20: a primeira voltada ao crescimento econômico e a segunda à retomada da soberania em indústrias estratégicas, como minerais críticos, semicondutores e medicamentos.
“Os EUA, como vimos durante a Covid, são muito dependentes da China para suprimentos médicos. Portanto, acho que podemos ter uma relação muito produtiva, mas sempre seremos concorrentes. Sou da visão de que a competição faz você fazer melhor, impede a estagnação”, pontuou Bessent.
O secretário disse ainda estar “convencido” de que os Estados Unidos lideram a corrida da inteligência artificial.
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