Finanças

Minha Casa Minha Vida deve contratar 1 milhão de imóveis em 2026

Parte do avanço se deve à ampliação do programa para famílias de classe média, afirma o ministro Jader Filho

Agência O Globo - 09/02/2026
Minha Casa Minha Vida deve contratar 1 milhão de imóveis em 2026
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), responsável pelo financiamento de moradias populares no Brasil, prevê a contratação de mais um milhão de unidades habitacionais em 2026. Com isso, o total de imóveis financiados entre 2023 e 2026, durante o terceiro mandato do presidente Lula, deve alcançar três milhões, conforme anúncio feito nesta segunda-feira pelo ministro das Cidades, Jader Filho. Para 2027, está prevista a contratação de mais um milhão de unidades.

Segundo o ministro, parte desse avanço se deve à ampliação do programa, que agora contempla também famílias de classe média, com renda de até R$ 12 mil mensais. Atualmente, o MCMV responde por cerca de 85% dos lançamentos imobiliários no país, destacou Jader Filho.

“É o programa mais bem avaliado do governo e não atende apenas à baixa renda, incluindo também a classe média e gerando muitos empregos”, afirmou o ministro, após participar de um evento sobre infraestrutura na sede do BNDES, no Rio de Janeiro.

Jader Filho ressaltou que, com a atual capacidade financeira do FGTS — principal fonte de recursos do MCMV —, é possível manter o ritmo de lançamento de um milhão de imóveis por ano.

O ministro descartou novas reduções nas taxas de juros subsidiadas, explicando que, para as famílias de renda mais baixa, os juros já atingiram o menor patamar histórico.

Ele também comemorou as recentes mudanças nas regras do crédito imobiliário, lideradas pelo Banco Central, que incluíram a liberação de compulsórios para os bancos e incentivos para aplicação desses recursos no financiamento habitacional.

De acordo com Jader Filho, essas medidas, aliadas ao ciclo de queda da taxa básica de juros (Selic, atualmente em 15% ao ano), podem impulsionar o crédito imobiliário no Brasil. Atualmente, os empréstimos para habitação representam 12% do Produto Interno Bruto (PIB), mas, segundo o ministro, esse percentual pode chegar a 20% em até 20 anos.