Finanças
BNDES aprova R$ 9,2 bilhões para concessão rodoviária da EPR no Paraná
Aporte anunciado por Mercadante viabiliza investimento total de R$ 12,7 bilhões até 2034
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 9,2 bilhões para a concessão do Lote 6 de rodovias federais no Paraná, operada pela EPR — empresa controlada pela Equipav e pelo fundo de investimentos Perfin. O aporte permitirá a realização de um investimento total de R$ 12,7 bilhões até 2034.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, durante evento sobre infraestrutura realizado na sede do banco, no Rio de Janeiro.
De acordo com Mercadante, com a aprovação deste financiamento, os três maiores financiamentos para concessões rodoviárias da história do banco foram realizados na atual gestão. Além do projeto do Lote 6 no Paraná, destacam-se a nova concessão da Via Dutra — que liga Rio de Janeiro a São Paulo e foi a maior de todas — e a concessão do trecho da BR-116 que inclui a Rio-Teresópolis, a terceira maior operação.
Dos R$ 9,2 bilhões aprovados, R$ 8,6 bilhões serão captados por meio do lançamento de debêntures de infraestrutura, que possuem incentivos tributários. Os R$ 605 milhões restantes virão de um empréstimo de longo prazo.
A concessão no Paraná, denominada EPR Iguaçu, abrange 662 quilômetros de estradas, incluindo as pontes Tancredo Neves, da Amizade e a nova ligação entre Brasil e Paraguai. Segundo o BNDES, 462 quilômetros desse trecho serão duplicados.
A EPR venceu o leilão da concessão realizado em dezembro de 2024.
Ferrovias no BNDES
Com a proximidade de um novo ciclo de leilões de concessões ferroviárias, o BNDES pretende aprimorar as condições de crédito para esses projetos, conforme afirmou Aloizio Mercadante nesta segunda-feira. Os financiamentos deverão contar com prazos mais longos e maior período de carência, permitindo que o tomador adie o início dos pagamentos.
Atualmente, o BNDES oferece crédito com prazo máximo de 34 anos para projetos ferroviários. Segundo o presidente do banco, é necessário ampliar esse período, pois as concessões de ferrovias são investimentos de longa maturação e com taxa de retorno reduzida.
“O ritmo dos investimentos em ferrovias está lento. Nossa malha é pequena”, destacou Mercadante durante o evento. “Vamos aumentar o prazo de financiamento e a carência para ferrovias.”
Mercadante ressaltou ainda que está previsto um novo ciclo de leilões e investimentos no setor ferroviário, com a realização de oito leilões de concessão que deverão mobilizar cerca de R$ 140 bilhões em investimentos.
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