Finanças
Alívio no Imposto de Renda deve injetar R$ 26,2 bilhões na economia em 2024
Levantamento do Dieese detalha impacto em diferentes categorias profissionais; veja quem será beneficiado
O recente ajuste na tabela do Imposto de Renda, que amplia a isenção para quem recebe até R$ 5 mil e concede alívio para trabalhadores com renda entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, terá efeito direto na economia brasileira. De acordo com estudo do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a medida vai injetar R$ 20,9 bilhões entre os trabalhadores do setor formal.
Além disso, servidores públicos terão um acréscimo de R$ 5,3 bilhões em renda disponível, elevando o impacto total para R$ 26,2 bilhões ao longo deste ano.
O Dieese destaca que a mudança fará com que 91% dos trabalhadores do comércio – como vendedores de lojas, caixas e estoquistas – deixem de pagar Imposto de Renda. Na indústria têxtil, a isenção alcançará 98% dos trabalhadores da categoria.
Confira, abaixo, as principais categorias beneficiadas, segundo o percentual de trabalhadores contemplados:
Vestuário
Isentos: 95%
Pagarão menos IR: 3%
Comércio
Isentos: 91%
Pagarão menos IR: 4%
Têxtil
Isentos: 87%
Pagarão menos IR: 8%
Metalúrgicos
Isentos: 71%
Pagarão menos IR: 14%
Papeleiros
Isentos: 69%
Pagarão menos IR: 13%
Químicos
Isentos: 65%
Pagarão menos IR: 13%
Extrativa
Isentos: 64%
Pagarão menos IR: 17%
Farmacêuticos
Isentos: 50%
Pagarão menos IR: 15%
Urbanitários
Isentos: 46%
Pagarão menos IR: 17%
Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ano-base 2024, a medida beneficia diretamente cerca de 15,6 milhões de trabalhadores formais. Destes, aproximadamente dez milhões ficarão totalmente isentos do Imposto de Renda, enquanto outros cinco milhões terão redução no valor pago.
O levantamento aponta ainda que, devido à predominância masculina no mercado de trabalho formal, cerca de 8,9 milhões de homens serão diretamente alcançados pela mudança tributária, enquanto o número de mulheres beneficiadas é estimado em 6,2 milhões. Os cálculos consideram vínculos formais da iniciativa privada e do setor público, incluindo celetistas e estatutários.
Entre os 15,6 milhões de beneficiados, 12,8 milhões são trabalhadores do setor privado (com carteira assinada) e 2,8 milhões são servidores estatutários.
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