Finanças
CPI do INSS adia depoimento de Daniel Vorcaro para após o Carnaval
Audiência estava prevista para a próxima quinta-feira
O depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na CPI do INSS, inicialmente agendado para a próxima quinta-feira, foi adiado para o dia 19 de fevereiro, após o Carnaval. Segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), o banqueiro alegou problemas de saúde e se comprometeu a não recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido de habeas corpus para evitar o comparecimento ou permanecer em silêncio durante os questionamentos dos parlamentares.
Viana ressaltou que, caso Vorcaro não compareça na nova data, poderá ser conduzido de forma coercitiva, ou seja, obrigado a depor pela polícia. Para a quinta-feira, está mantido apenas o depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. Já a audiência com o CEO do BMG, Luiz Félix Cardanome Neto, foi remarcada para 22 de fevereiro.
“A defesa de Vorcaro entrou em contato pedindo o adiamento com o compromisso de não impetrar habeas corpus para evitar a presença dele futuramente. Houve um acordo com os advogados, que se comprometeram a não buscar habeas corpus no Supremo. Daniel Vorcaro está disposto a comparecer e apresentar documentação. A nova data será a primeira quinta-feira após o Carnaval”, explicou Viana após reunião com o ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF.
No final do ano passado, o ministro Toffoli retirou do sistema da CPI todos os dados referentes à quebra de sigilo bancário e telemático de Vorcaro, transferindo os documentos para a guarda do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que não integra a comissão. Segundo Viana, o ministro prometeu devolver as provas em até três semanas, após a conclusão da investigação da Polícia Federal (PF) na Operação Compliance Zero.
“Acredito que, em duas a três semanas, teremos essa documentação de volta para que possamos analisar o que pode ser aproveitado na CPMI sobre os consignados”, afirmou Viana.
O foco da CPI neste retorno dos trabalhos são as suspeitas de irregularidades em operações de crédito consignado para beneficiários do INSS. A comissão investiga possíveis fraudes contra aposentados e pensionistas, supostamente beneficiando associações e entidades sindicais.
A CPI busca esclarecimentos de Vorcaro sobre a oferta de crédito consignado a aposentados e pensionistas do INSS. Documentos da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) indicam que o Banco Master está entre as instituições com maior número de reclamações nos últimos anos, especialmente por questões relacionadas ao crédito consignado.
Vorcaro chegou a ser preso durante a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em novembro. A ação investiga suspeitas de irregularidades financeiras praticadas pelo Banco Master e na negociação de venda da instituição para o Banco de Brasília (BRB).
A prisão preventiva de Vorcaro foi revogada, mas ele segue cumprindo medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Para depor na CPI, o executivo deverá viajar de Belo Horizonte a Brasília.
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