Finanças
Governo do Rio e SuperVia promovem ação de combate ao trabalho análogo à escravidão
Em 2024, Estado já registrou mais de 400 atendimentos relacionados a atividades forçadas
Em uma iniciativa conjunta, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos e a SuperVia realizaram, nesta quarta-feira (28), uma ação de conscientização e enfrentamento ao trabalho análogo à escravidão na Central do Brasil, no Rio de Janeiro.
“Combater o trabalho forçado é afirmar que nenhuma atividade econômica pode se sustentar à custa da dignidade humana. É defender o trabalho decente, a justiça social e os direitos humanos como pilares de qualquer sociedade democrática. Por isso, ações de conscientização são fundamentais para informar a população e fortalecer a prevenção e a denúncia dessas violações”, destacou Aline Forasteiro, subsecretária de Promoção, Defesa e Garantia dos Direitos Humanos.
Sedineia Santos, supervisora de Relacionamento Comunitário e Responsabilidade Social da SuperVia, ressaltou a escolha da Central do Brasil para promover o diálogo sobre o tema.
“A SuperVia é signatária do Pacto Global da ONU e iniciativas como esta reforçam nosso compromisso com a promoção dos direitos humanos e o enfrentamento ao trabalho escravo e ao tráfico de pessoas. A Central do Brasil, pela sua relevância e fluxo diário de pessoas, é um espaço estratégico para levar informação, conscientização e fortalecer redes de proteção em parceria com instituições que atuam diretamente nessa causa”, afirmou Sedineia.
Em 2024, a Coordenação de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo da secretaria já realizou mais de 400 atendimentos. Em 2023, foram 385 registros.
Julia Kronemberg, coordenadora da área, enfatizou a importância da divulgação e da denúncia: “A coordenação vem desenvolvendo um trabalho contínuo de prevenção e informação sobre esse crime. A divulgação é fundamental para que a população tenha consciência de que a denúncia é um instrumento essencial. Em muitos casos, sem denúncias, a fiscalização das autoridades se torna mais difícil”, explicou.
Estatísticas
Dados do Ministério do Trabalho e Emprego revelam que, em 2024, mais de 2 mil pessoas foram resgatadas de situações análogas à escravidão no Brasil, sendo 36 apenas no Rio de Janeiro. As áreas com maior número de trabalhadores libertados foram a construção civil, agricultura e trabalho doméstico.
Ao longo de 2023, a coordenação levou ações de informação, prevenção e articulação a municípios do interior do estado. Julia reforçou a relevância da parceria com a SuperVia: “A Central do Brasil, por sua grande circulação de trabalhadores, é fundamental para ampliar o acesso à informação e incentivar a denúncia”, pontuou.
A ação contou ainda com o apoio das Subsecretarias da Criança e do Adolescente, por meio do Projeto Integrar, e da Subsecretaria de Gestão do Sistema Único de Assistência Social, através do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI).
Felippe Souza, subsecretário, destacou a importância do combate ao trabalho infantil: “A questão do combate ao trabalho escravo infantil é de extrema relevância e precisamos seguir atuando para coibir essa prática. O SUAS tem papel importante para garantir que as crianças estejam nas salas de aula, exercendo o direito a uma infância digna e saudável. Por isso, estamos todos juntos nesta campanha, para que ela faça parte da rotina de trabalho de todos nós”, concluiu.
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